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Investimento no Brasil caiu em outubro, mas cresceu no acumulado do ano

O investimento estrangeiro passou de 3.136 milhões de dólares (2.797 milhões de euros) em outubro de 2020 para 2.493 milhões de dólares (2.224 milhões de euros) em outubro de 2021, segundo dados da entidade financeira.

O valor dos recursos que os estrangeiros destinam a projetos produtivos no Brasil também caiu cerca de 44% em outubro face a setembro e ficou bem abaixo do esperado pelo próprio Banco Central (4.000 milhões de dólares ou 3.568 milhões de euros).

Apesar da queda, o investimento estrangeiro no Brasil acumulado nos dez primeiros meses do ano aumentou 33,3%, passando de 34.354 milhões de dólares (30.649 milhões de euros) entre janeiro e outubro de 2020 para 45.788 milhões de dólares (40.850 mil milhões de euros) no mesmo período deste ano.

Esse aumento é atribuído à forte queda sofrida pelo fluxo de recursos estrangeiros para o Brasil no ano passado em decorrência da crise económica gerada pela pandemia de covid-19, que fez com que o investimento estrangeiro fosse reduzido de 69.100 milhões de dólares (61.648 milhões de euros) em 2019 para 34.100 milhões em 2020 (30.422 milhões de euros), o seu nível mais baixo em 11 anos.

Da mesma forma, o investimento estrangeiro acumulado nos últimos 12 meses até outubro subiu 7,2%, para 49.200 milhões de dólares (43.894 milhões de euros) entre novembro de 2020 e outubro de 2021, o equivalente a 3,13% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Segundo o órgão emissor, o investimento estrangeiro acumulado entre novembro de 2019 e outubro de 2020 foi equivalente a 3,05% do PIB.

A previsão do Banco Central é que os investimentos estrangeiros se recuperem em novembro e somem 3.900 milhões de dólares (3.479 milhões de euros) este mês.

De acordo com os dados divulgados pelo órgão, o défice brasileiro nas suas contas externas passou de 1.162 milhões de dólares (1.036 milhões de euros) em outubro do ano passado para 4.464 milhões de dólares (3.982 milhões de euros) em outubro de 2021.

Com o aumento do saldo negativo em outubro, o Brasil acumulou nos dez primeiros meses deste ano um défice na sua balança de conta corrente (diferença entre os recursos que entram desde o exterior e os que saem) de 15.783 milhões de dólares (14.080 milhões de euros), com um crescimento de 16,3% em relação ao acumulado de janeiro a outubro do ano passado (13.572 milhões de dólares ou 12.108 milhões de euros).

O défice acumulado nos últimos doze meses até outubro subiu para 26.700 milhões de dólares (23.820 milhões de euros), o equivalente a 1,66% do PIB, e acima do acumulado até outubro do ano passado (23.300 milhões de dólares/20.787 milhões de euros ou 1,54% do PIB).

Segundo o Banco Central, para o aumento do défice nas contas externas em outubro contribuíram os gastos maiores dos brasileiros com viagens ao exterior, setor que em outubro registou o maior valor desde o início da pandemia.

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