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Missão da ONU no Mali investiga morte de civil argelino no norte do país

“Em 27 de outubro, a sul de Kidal, na estrada para Anéfis, um passageiro argelino cujo veículo viajava na mesma estrada que um conjunto de veículos da ONU foi gravemente ferido. A pessoa em questão sucumbiu, subsequentemente, aos seus ferimentos”, afirmou a missão numa declaração hoje emitida e citada pela agência France-Presse.

No documento, a Minusma refere que “uma missão foi imediatamente lançada” para “esclarecer as circunstâncias deste grave incidente, para determinar precisamente se este veículo representava uma ameaça e se o falecido foi de facto gravemente ferido ou não pelos disparos da força” da missão.

O chefe da Minusma, El-Ghassim Wane, citado no comunicado, garantiu que a missão “não poupará esforços para assegurar que os factos sejam prontamente esclarecidos” e que a investigação “será conduzida com toda a transparência necessária”.

No final de agosto, a Minusma mostrou-se preocupada com o aumento da violência contra civis, atribuído a grupos ‘jihadistas’, a milícias comunitárias e ao Exército.

No relatório trimestral que abordou os meses de abril, maio e junho, a divisão de direitos humanos da Minusma observou que os ‘jihadistas’ estão, através dos “chamados acordos de não-agressão ou reconciliação”, a impor a sua versão rigorosa do Islão em algumas áreas do centro do país.

“Entre abril e junho, pelo menos 527 civis foram mortos, feridos ou raptados, um aumento global de mais de 25% em comparação com o primeiro trimestre (421)”, refere o relatório.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 4.000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em 2019 no Mali, Burkina Faso e Níger, tendo o número de pessoas deslocadas aumentado 10 vezes, ficando próximo de um milhão.

Além da presença de grupos terroristas como o Estado Islâmico no Grande Saara e o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, filiado na Al-Qaida, o Mali é também palco de instabilidade política.

Independente desde 1960, o Mali viveu, em agosto do ano passado, o quarto golpe militar na sua história, depois dos episódios ocorridos em 1968, 1991 e em 2012.

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