Início Notícias AC Milan no horizonte não abrandou dragão: As notas do Sintrense-FC Porto

AC Milan no horizonte não abrandou dragão: As notas do Sintrense-FC Porto

Sérgio Oliveira e Evanilson, com dois golos cada, foram as figuras maiores no triunfo do FC Porto em Massamá, casa emprestada do Sintrense, que perdeu a invencibilidade com que chegou a este encontro ao sair derrotado, por 5-0.

Deste modo, a formação nortenha segue para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, competição na qual Sérgio Conceição alcançou sempre, pelo menos, as meias-finais, desde que chegou ao Dragão, há quatro anos.

Os dragões não deixaram por mãos alheias o favoritismo com que chegaram a esta partida e logo trataram de transpor para dentro das quatro linhas a superioridade adivinhada antes do apito inicial de André Narciso, que invalidou dois golos aos vice-campeões nacionais por foras de jogo.

Sérgio Oliveira desatou o nó do empate ao bisar em apenas dez minutos (16′ e 26′), Evanilson não fez diferente (55′ e 69′) e Toni Martínez fechou as contas, aos 76′.

A poucos dias da receção ao AC Milan, para a Liga dos Campeões, o FC Porto teve o mérito de não menosprezar os sintrenses e deixa a capital com a sensação de dever cumprido.

Figura

De remate desconcertante, Sérgio Oliveira emergiu no Estádio do Real como o farol a quem as pequenas embarcações que desceram da cidade invicta podiam pedir auxílio nos momentos de maior desnorte. Coube-lhe assinar o momento da noite, com um tiro tão certeiro quanto inesperado. De mira afinada, o médio não teve de calibrar a pontaria para voltar a marcar logo a seguir.

Surpresa

O avançado contratado ao Tombense por 7,5 milhões de euros fez orelhas moucas à recente polémica referente à sua transferência e, aproveitando a titularidade dada por Sérgio Conceição, logo tratou de fazer aquilo para o qual foi contratado e a dobrar: golos. Para além destes, a entrega ao jogo e a capacidade de jogar tanto em transição, quanto em organização, provam que Evanílson poderá ser arma mais que útil ao longo da época.

Desilusão

Numa partida em que ambas as equipas se comportaram de forma irrepreensível  no capítulo disciplinar e em que os coletivos se superiorizaram ao individual, fica o amargo de boca da festa da Taça ter de se deslocar 17 quilómetros do estádio do Sintrense, por questões de iluminação. Apesar das melhoras por comparação com um passado não muito longínquo, ainda há muito a ser feito no futebol português para que os mais pequenos possam esgrimir argumentos com os mais fortes.

Treinadores:

Hugo Falcão: Apesar do diferencial qualitativo das duas equipas, o timoneiro dos sintrenses não fugiu ao que havia dito no lançamento da partida e dispôs as peças do onze com o objetivo de jogar e não limitar-se a defender. Até ao golo de Sérgio Oliveira, o plano estava a ser executado na perfeição, uma vez que ainda não haviam sido concedidas veleidades ao ataque adversário. A valorização de alguns dos seus pupilos é o reflexo da ideia de jogo positiva do jovem técnico sintrense.

Sérgio Conceição: Abordagem pragmática ao encontro por parte do treinador portista que, sabendo de antemão que o encontro seria teoricamente acessível, optou por lançar a jogo os elementos mais rodados entre as opções disponíveis. Ainda sem qualquer minuto disputado na presente temporada, o recuperado de lesão Marchesín substituiu Diogo Costa na baliza, ao passo que Otávio regressou ao meio-campo portista com vista a ganhar andamento competitivo para o duelo internacional. A aposta em Evanilson como elemento mais avançado dos dragões também resultou em pleno, enquanto Fábio Cardoso esteve seguro no eixo recuado.

Árbitro

Exibição tranquila de André Narciso, apesar dos dois golos invalidados ao FC Porto por situações de jogo. Os jogadores ajudaram e o juiz da Associação de Futebol de Setúbal sai desta partida sem responsabilidades no resultado final.

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