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Despedimentos na Coca-Cola visam aumentar lucros

 

Em comunicado enviado às redações, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) “censura e condena mais uma ação penalizadora que, cavalgando pseudopolíticas de saúde pública e proteção ambiental, visa tão somente a manutenção e aumento dos lucros de uma multinacional sem escrúpulos nem preocupações sociais”.

Em causa está o despedimento coletivo de 48 trabalhadores da Coca-Cola Europacific Partners (CCEP), engarrafador da Coca-Cola em Portugal, anunciado na segunda-feira.

A empresa informou que está em processo de reestruturação de algumas atividades em vários mercados, estimando a redução de 48 postos de trabalho no mercado português.

O SINTAB opõe-se a esta decisão, que considera condenar “meia centena de trabalhadores a engrossar as fileiras do desemprego” e que “contribui para a descapitalização económica do país, fragilizando o setor produtivo nacional, por transferência de competências, e respetivo retorno financeiro, para o estrangeiro”.

A estrutura sindical refere ainda que não lhe foi fornecida a lista de trabalhadores abrangidos pela reestruturação, nem informação sobre os critérios de escolha.

A organização reitera, assim, “a necessidade de que o poder político assuma a sua verdadeira obrigação de manutenção e melhoria do equilíbrio social em detrimento da estratificação que lhe é imposta por esta acumulação de lucros sem responsabilidade inerente, da parte dos grandes grupos económicos”.

Em comunicado enviado no início da semana, a CCEP deu conta de ter convocado em 07 de outubro os representantes dos trabalhadores a nível europeu e nacional para informar “da sua intenção de continuar com o processo de reestruturação e de reorganização de algumas das suas atividades que envolvem vários países, como Portugal”.

As alterações previstas, referiu a empresa, “têm impacto estimado em 48 postos de trabalho” nas áreas comercial, finanças e tecnologias de informação no mercado português.

“Queremos ser muito respeitosos com os processos de comunicação, por isso, por enquanto, esta é a informação que podemos partilhar para que possa ser tratada em estreito e leal contacto com os colaboradores e seus representantes, que desejamos ser nossos interlocutores”, referiu o engarrafador da Coca-Cola em Portugal.

“No contexto atual, e a fim de tentar assegurar a sustentabilidade e competitividade a longo prazo, é essencial ter um negócio ágil e competitivo que nos permita, por um lado, responder à constante pressão e desafios dos concorrentes e dos novos intervenientes que entram no mercado”, justificou a empresa.

“E, por outro lado, para se adaptar a um ambiente em contínua evolução, nomeadamente novas formas de chegar ao mercado, mudanças nos hábitos dos consumidores e nas suas expectativas em relação à sociedade e ao ambiente”, acrescentou a CCEP.

“Estamos empenhados em manter os colaboradores informados e em assegurar que todo o processo será levado a cabo em estreita comunicação com os mesmos, ouvindo-os e cumprindo naturalmente com todas as normas legais em vigor”, rematou a entidade.

 

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