Início Notícias 12 cães abatidos no Vietname porque os donos tinham Covid-19

12 cães abatidos no Vietname porque os donos tinham Covid-19

Com uma nova onda de casos de Covid-19 a atingir o Vietname, um casal resolveu deixar a província de Long An no início de outubro para procurar melhores condições de vida noutra zona do país.

Pham Minh Hung e Nguyen Thi Chi Em deixaram Long An no passado dia 8, numa moto, junto com a sua matilha de cães de estimação.

O casal foi para Khanh Hung, na província de Ca Mau, cidade natal de um familiar, já que a pandemia está mais controlada por lá.

Durante a jornada de 280 km, o casal vietnamita conquistou as redes sociais. Foram várias as pessoas que, ao longo do caminho, lhes foram tirando fotos ou fazendo vídeos dos pertences empilhados e das capas de chuva que improvisaram para os 12 animais.

É obrigatório que todos os que viajam entre as províncias se submetam a testes à Covid-19. Para este casal, o resultado foi positivo na chegada ao destino.

Com o diagnóstico, Pham Minh Hung e Nguyen Thi Chi Em foram transferidos para um hospital para tratamento, enquanto  os animais foram deixados num abrigo.

E foi no hospital que o casal recebeu a notícia de que os seus 12 cães de estimação foram abatidos pelas autoridades devido ao receio de que os animais pudessem espalhar o vírus.

“A minha esposa e eu choramos tanto que não conseguíamos dormir”, disse Pham Minh Hung, de 49 anos, à BBC. “Eu não queria acreditar que isso tinha acontecido.”

A história do casal foi documentada no TikTok e está a gerar uma onda de consternação no Vietname. Foi, até, criada uma petição a pedir o fim da morte dos animais que possam ter Covid-19. De acordo com a BBC, a petição já reuniu mais de 150 mil assinaturas.

“O controlo da doença deve ser priorizado em primeiro lugar e a decisão de matar os animais imediatamente foi uma medida preventiva necessária”, afirmou no domingo o oficial local Tran Tan Cong, durante uma conferência de imprensa.

No entanto, nas redes sociais, a população fala numa decisão “cruel” e “de partir o coração”.

O caso abriu uma discussão no país sobre as soluções e diretrizes que devem ser adotadas em casos semelhantes.

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