Início Mundo Autoridades pedem quarentena para Bolsonaro e comitiva brasileira à ONU

Autoridades pedem quarentena para Bolsonaro e comitiva brasileira à ONU

Em nota enviada à Presidência da República, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) transmitiu a recomendação vigente para esses casos, que implica em quarentena de 14 dias para todos os integrantes da comitiva por terem estado em contacto com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que está infetado.

O titular da pasta da Saúde, que já havia recebido as duas doses de vacina contra a covid-19, chegou a Nova Iorque no domingo no avião que transportava Jair Bolsonaro e 18 outros elementos da delegação brasileira, e ficará pelos próximos 14 dias confinado num hotel da cidade norte-americana, após ter testado positivo pouco antes de voltar ao Brasil, na noite de segunda-feira.

Em Nova Iorque, Queiroga participou de inúmeras atividades oficiais e esteve com o Presidente brasileiro num encontro com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e em encontros com personalidades como a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, atual alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Queiroga também circulou pelo complexo da Organização das Nações Unidas (ONU) e pelas ruas de Nova Iorque onde foi visto com Bolsonaro e parte da delegação brasileira comendo pizza na rua, porque o Presidente brasileiro não podia entrar em restaurantes por não estar vacinado contra o novo coronavírus.

O Brasil é um dos países mais afetados do mundo, junto com os Estados Unidos da América e a Índia, e já ultrapassa 591 mil mortes e 21,2 milhões de casos de covid-19.

A delegação de Jair Bolsonaro incluiu seis ministros, para os quais a Anvisa também recomendou a quarentena preventiva.

Da mesma forma, a recomendação da quarentena se estende à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e ao deputado Eduardo Bolsonaro, um dos cinco filhos do Presidente que também integrou a delegação que se deslocou a Nova Iorque.

A covid-19 provocou pelo menos 4.705.691 mortes em todo o mundo, entre mais de 229,48 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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