Início Mundo "Senti que cometemos um crime" quando chegámos ao Reino Unido do Algarve

"Senti que cometemos um crime" quando chegámos ao Reino Unido do Algarve

Cheslyn Baker, do condado inglês Leicestershire, chegou ao Algarve para passar férias com duas amigas dois dias antes de o governo britânico ter revisto a ‘lista verde’, excluindo Portugal. A turista diz agora ter-se sentido como uma criminosa no regresso a casa. 

Em maio, Portugal entrou para a lista verde do Reino Unido e a britânica e as amigas decidiram aproveitar o calor do Algarve, sobretudo depois de um ano de pandemia. As turistas compraram os bilhetes de avião da Ryanair, com partida do Aeroporto de East Midlands, no dia 3 de junho. 

Na fila de embarque, já depois de terem pagado 160 libras (cerca de 180 euros) cada uma para fazerem um teste à Covid-19, as britânicas ouviram rumores de que o Reino Unido estava a pensar tirar Portugal do corredor aéreo. 

Ao Leicestershire Live, Cheslyn indicou que nunca pensou que tal fosse acontecer, sobretudo porque “os casos no Algarve eram baixos. Caso contrário, nem teríamos considerado a viagem”. 

Cerca de dois dias depois de já estarem em solo português, as amigas, que completaram o esquema vacinal, viram confirmados os receios e Portugal saiu mesmo da lista verde do Reino Unido (a 6 de junho). 

A exclusão de Portugal da lista significa que, no regresso ao Reino Unido, os britânicos são obrigados a fazer testes e quarentena. Com, efeito, Cheslyn teve de ficar em casa durante 10 dias e teve ainda de pagar três testes PCR que lhe custaram cerca de 300 libras (cerca de 350 euros). 

“Senti que nós, os cidadãos britânicos, tínhamos cometido um crime. Parece que recebemos uma multa pesada pelos custos de mais três testes de PCR e uma sentença de prisão de 10 dias na forma de autoisolamento, além de check-ups diários aleatórios, sem mencionar as visitas das autoridades para garantir que estávamos lá”, explicou. 

Recorde-se que a arquipélago da Madeira, as ilhas Baleares e algumas das Caraíbas, incluindo Barbados, vão ser adicionadas à “lista verde” de viagens internacionais e isentas de quarentena na chegada a Inglaterra, anunciou hoje o Governo britânico. 

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