Início Mundo EUA cautelosos com reunião com Putin. "Não haverá uma grande mudança"

EUA cautelosos com reunião com Putin. "Não haverá uma grande mudança"

 

“Não haverá uma grande mudança, como se tivéssemos tocado em um interruptor”, disse Blinken durante uma entrevista à CNN, hoje noticiada pela agência espanhola EFE.

A reunião, entre o presidente dos Estados Unidos e o homólogo russo, decorrerá na quarta-feira, em Genebra, na Suíça.

“Biden deixará claro ao presidente Putin” que os Estados Unidos tencionam estabelecer uma relação mais estável e previsível com a Rússia em áreas onde os interesses de ambos os países se sobrepõem”, explicou o ministro das Relações Exteriores.

“Se a Rússia decidir continuar com suas medidas imprudentes e agressivas, responderemos com força. O presidente manifestou a sua posição após o ataque cibernético da SolarWinds ou a tentativa de homicídio de Alexeï Navalny com uma arma química”, advertiu Blinken.

Hoje, no final da cimeira do G7, no Reino Unido, Biden disse “não poder garantir que a atitude de Putin vá mudar”.

“Os autocratas têm um poder enorme e não precisam responder aos cidadãos”, afirmou o presidente dos Estados Unidos no final da cimeira do G7.

Biden disse ainda concordar com Putin que as relações bilaterais não são as melhores e sublinhou que não procura o “conflito” com a Rússia.

A reunião de Genebra será a primeira reunião ao mais alto nível entre os líderes dos dois países desde que Putin e o ex-presidente Donald Trump se encontraram em Helsínquia, capital da Finlândia, em julho de 2018.

Depois dessa reunião, Trump ignorou publicamente as conclusões de suas próprias agências de inteligência e, em conferência de imprensa conjunta, disse acreditar no seu homólogo russo quando Putin garantiu que Moscovo não interferiu nas eleições norte-americanas de 2016, declarações que, na altura, geraram muita polémica.

No final da reunião de quarta-feira em Genebra, Joe Biden não irá participar numa conferência de imprensa conjunta com Putin.

O presidente norte-americano vai responder, sozinho, às perguntas dos jornalistas sozinho por não querer transformar o encontro com os jornalistas “em uma competição” com o presidente russo.

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