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Ucrânia denuncia repressão russa dos tártaros da Crimeia

 

“Infelizmente, a Rússia continua a reprimir sistematicamente os tártaros da Crimeia”, um pequeno grupo étnico muçulmano de origem turca que se tinha oposto à anexação, disse o chefe diplomático ucraniano, Dmytro Kouleba.

Apelou também ao reconhecimento como “genocídio” da deportação deste grupo étnico pela URSS de Estaline, no 77º aniversário do acontecimento.

Em 2014, Moscovo “proibiu a Medjlis”, a assembleia dos tártaros da Crimeia, chamando-lhe uma “organização extremista”, observou o ministro.

A Rússia “orquestra repressões com base na religião, priva os tártaros da Crimeia dos seus direitos de propriedade e de língua e fabrica acusações criminais contra eles”, acrescentou.

Vários líderes da comunidade tártara foram proibidos de entrar na Crimeia pelas autoridades russas.

De acordo com Kiev, 230 pessoas, incluindo cerca de 160 tártaros, têm sido alvo de “perseguição política” russa na Crimeia, desde 2014.

Mais de 50 pessoas, incluindo 25 tártaros, morreram ali “como resultado das ações dos ocupantes russos”, inclusive depois de terem sido torturadas, e outras dezenas foram vítimas de desaparecimentos forçados, de acordo com a diplomacia ucraniana.

A Rússia nega qualquer repressão política, mas anuncia regularmente detenções de “terroristas” islâmicos ou pró-ucranianos na Crimeia, que anexou em resposta a uma revolução pró-ocidental no seu vizinho.

Desde a anexação, os tártaros também já não podem realizar o seu grande comício, no dia 18 de maio, para comemorar a deportação dos seus antepassados por Estaline.

Em setembro de 2017, a ONU estimou que a situação dos direitos humanos se tinha “deteriorado significativamente” na Crimeia, acusando as autoridades russas de “múltiplas e graves violações” cometidas com impunidade.

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