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Namíbia permite entrada no país de gémeas filhas de casal homossexual

 

No mês passado, a justiça namibiana tinha rejeitado o pedido deste casal.

O namibiano Phillip Lühl, 38 anos, e o seu parceiro mexicano, Guillermo Delgado, 36, ambos arquitetos a viver na capital da Namíbia, Windhoek, não tinham conseguido levar as gémeas Maya e Paula desde o seu nascimento em Durban, em meados de março.

O Governo tinha pedido provas da relação biológica das raparigas com o casal, até que finalmente concordou com um novo pedido, apresentado com urgência na segunda-feira, para obter os documentos de viagem para as gémeas, explicou Lühl à agência France-Presse (AFP).

De acordo com o namibiano, é “um passo muito positivo”.

“Estamos obviamente muito satisfeitos, mas também perplexos que tanta luta e recursos — e tanta tensão emocional — sejam necessários para uma simples decisão burocrática”, acrescentou junto da agência noticiosa francesa.

O casal terá beneficiado de uma remodelação governamental, depois de o novo ministro dos Assuntos Internos, Albert Kawana, ter revisto o caso e autorizado a emissão dos documentos de viagem com base numa emergência, de acordo com o Ministério que tutela.

A homossexualidade ainda é ilegal na Namíbia, embora a lei sobre a sodomia, de 1927, raramente seja posta em prática.

Os dois homens casaram em dezembro de 2014 na África do Sul, mas o Ministério do Interior da Namíbia ainda não reconhece a união.

As certidões de nascimento das gémeas, emitidas pela África do Sul, listam o casal como pais das crianças.

A África do Sul é o único país africano a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ao abrigo de uma lei em vigor desde 2006.

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