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Covid-19. Enfermeira que cuidou de Boris Johnson demite-se em protesto

Jenny McGee, uma das enfermeiras que cuidou do primeiro-ministro britânico quando este esteve internado nos cuidados intensivos devido à Covid-19 em abril do ano passado, demitiu-se do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), deixando severas críticas à forma como o Governo geriu a pandemia até agora e tratou os profissionais de saúde. 

Em declarações ao Channel 4, citadas pela BBC, a enfermeira afirmou que estava a “dar um passo atrás” do serviço de saúde britânico, após ter vivido o “ano mais duro” da sua carreira. 

Ainda que tenha admitido que espera voltar a trabalhar um dia no NHS, Jenny McGee sublinhou que no Reino Unido os enfermeiros não estão a receber “o respeito ou o ordenado” que merecem, num momento em que o governo anunciou que irá aumentar 1% do salários destes trabalhadores. 

A profissional de saúde referiu também que este é um sentimento partilhado por muitos enfermeiros, bem como a ideia de que o executivo não “geriu de forma eficaz” a crise sanitária, caracterizando-se por um governo “indeciso” que apresentou à população “mensagens confusas”.

A enfermeira, natural da Nova Zelândia, explicou que decidiu agora regressar ao seu país natal.

“Sim, nós [enfermeiros] estivemos na linha da frente [do combate à Covid-19] e trabalhámos tanto (…), mas agora não sei se tenho mais alguma coisa a dar ao NHS. Não estamos a ser respeitados e pagos como merecemos. Estou farta e, por isso, demiti-me”, justificou. 

O Departamento de Saúde e de Assistência Social do Reino Unido anunciou, ontem, que foram diagnosticados 2.412 contágios por coronavírus e morreram mais sete pessoas devido à Covid-19, nas últimas 24 horas. 

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