Início Mundo Greve geral palestiniana em Israel com manifestações e protestos

Greve geral palestiniana em Israel com manifestações e protestos

O protesto foi promovido pelos sindicatos e entidades civis, verificando-se uma elevada adesão sobretudo na zona da Cidade Velha de Jerusalém, quase vazia.

Os apelos dos organizadores demonstram apoio a Gaza e oposição às políticas israelitas, nomeadamente contra as ordens de despejo das famílias palestinianas em Jerusalém, além de se mostrarem contra as agressões por parte de extremistas israelitas.

As organizações sindicais de advogados, professores, do Comité Superior dos Transportes Públicos, movimentos de prisioneiros e outros organismos da Cisjordânia apoiam a greve geral, assim como o Alto Comité Árabe de Israel que inclui os árabes-israelitas, de origem palestiniana, e que correspondem a 20% da população de Israel. 

A participação dos árabes com cidadania israelita – originários e descendentes dos cidadãos árabes que ficaram dentro das fronteiras de Israel após a criação do Estado em 1948 – é um dos fatores novos nesta mobilização palestiniana que começou com os protestos em Jerusalém há várias semanas.

As ruas de Haifa, Acre, Uhm al Fahem e outras zonas de Israel amanheceram vazias. 

Na Cisjordânia ocupada, as concentrações já começaram a meio da manhã.

Por outro lado, está marcado para o início da tarde um protesto na Porta de Damasco, Jerusalém, onde começou o descontentamento palestiniano no princípio do mês sagrado do Ramadão por causa do encerramento dos acessos à esplanada das mesquitas e que tem provocado confrontos diários entre jovens palestinianos e soldados do Exército israelita. 

A guerra entre as milícias palestinianas de Gaza e os militares de Israel já fez mais de 200 mortos do lado palestino e dez vítimas mortais em território israelita.

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