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França propôs uma resolução sobre o conflito israelo-palestiniano

 

“Ouvimos a proposta feita pelo nosso colega francês no Conselho e, para a China, certamente, apoiamos todos os esforços para facilitar o fim da crise e o regresso à paz no Médio Oriente”, disse aos jornalistas Zhang Jun, embaixador da China na ONU e presidente em exercício do Conselho durante este mês de maio.

O embaixador chinês disse que o texto de uma declaração proposta pelo seu país, Noruega e Tunísia, que tinha sido rejeitada pelos Estados Unidos durante mais de uma semana, permaneceu sobre a mesa do Conselho de Segurança.

Desde a semana passada, a China, a Noruega e a Tunísia têm procurado a adoção de uma declaração no Conselho de Segurança, um texto que, de momento, continua a ser travado pelos Estados Unidos, que argumentam que não seria útil, enquanto os esforços diplomáticos para tentar travar os combates continuarem.

A Casa Branca insistiu hoje na necessidade de deixar a diplomacia trabalhar “silenciosamente” e “intensivamente” para alcançar o “fim da violência”, no meio da escalada entre Israel e os palestinianos em Gaza, que se prolonga há mais de uma semana.

Isto apesar de, na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Joe Biden, se ter posicionado publicamente pela primeira vez a favor de um cessar-fogo, após ter recebido pressões dos seus correligionários democratas e de outros países para desempenhar um papel mais ativo na crise do Médio Oriente.

Segundo a ONU, mais de 58.000 pessoas foram deslocadas pela violência em Gaza e cerca de 47.000 delas refugiaram-se em escolas da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA).

Os combates entre Israel e os palestinianos na Faixa de Gaza, que já causaram mais de 200 mortos, começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

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