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Trudeau condena antissemistismo e islamofobia em manifestações

 

Apesar de sublinhar o “direito à reunião pacífica e à livre expressão no Canadá”, Trudeau salientou numa publicação na rede social Twitter que isso não significava tolerar “o antissemitismo, a islamofobia e o ódio”.

O primeiro-ministro condenou “veementemente a linguagem desprezível e a violência testemunhada durante os protestos” do fim de semana.

O exército israelita voltou a fazer dezenas de ataques na Faixa de Gaza na noite de domingo, segundo testemunhas no enclave palestiniano, enquanto grupos armados disparavam foguetes contra Israel.

Antes, no mesmo dia, ataques aéreos israelitas à cidade de Gaza destruíram três edifícios e mataram pelo menos 42 pessoas, segundo médicos palestinianos, naquele que foi o ataque mais mortífero da mais recente escalada de violência no Médio Oriente.

Apesar do balanço de vítimas e dos esforços internacionais de mediação para um cessar-fogo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assegurou que a quarta guerra com o Hamas, que governa em Gaza, irá continuar.

As hostilidades entre as duas partes escalaram repetidamente durante a última semana, marcando os piores combates no território, que alberga dois milhões de palestinianos, desde a guerra de 2014 entre Israel e o Hamas.

A mais recente onda de violência começou em Jerusalém Oriental no mês passado, quando palestinianos entraram em confrontos com a polícia em resposta às operações policiais israelitas durante o Ramadão e à ameaça de despejo de dezenas de famílias palestinianas por colonos judeus.

Um dos focos dos confrontos foi a Mesquita Al-Aqsa, um ponto de tensão frequente localizado no topo de uma colina, venerada tanto por muçulmanos como por judeus.

O Hamas começou a disparar foguetes contra Jerusalém na segunda-feira, desencadeando o ataque israelita a Gaza.

Pelo menos 188 palestinianos foram mortos nas centenas de ataques aéreos em Gaza, incluindo 55 crianças e 33 mulheres, e 1.230 pessoas ficaram feridas.

Oito pessoas em Israel foram mortas em alguns dos 3.100 ataques com foguetes lançados a partir de Gaza, incluindo um rapaz de 5 anos e um soldado.

O Hamas e a ‘Jihad Islâmica’ reconheceram que 20 combatentes foram mortos. Israel diz que o número real é muito superior e divulgou os nomes e fotos de 24 alegados operacionais que diz terem sido “eliminados”.

O ataque deslocou cerca de 34.000 palestinianos das suas casas, segundo o enviado ao Médio Oriente das Nações Unidas, Tor Wennesland, numa reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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