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Rocket cai junto a casa de português em Telavive. "Não desejo a ninguém"

David Rosh Pina é português e vive em Telavive. Na última semana, tal como contou à TVI24, tem vivido “uma situação muito complicada”, com centenas de rockets a serem disparados pelo Hamas contra Israel. Um caiu mesmo a 30 metros da sua casa, algo que, não deseja “a nenhum outro ser humano”.

Hoje a situação espera-se igualmente alarmante. “Acabamos de receber um aviso de que vamos ser atacados. Estamos à espera de um ataque”, conta, com a calma de quem parece já estar habituado aos confrontos, entre Israel e o Hamas, que eclodiram na semana passada e que têm atingido, essencialmente, a Faixa de Gaza.

Perante este alerta, David diz que a única coisa a fazer é esperar que o ataque “não chegue” e se chegar “que não estejamos na lista dos possíveis alvos”, apesar destes, como explica o português “são indeterminados e indiscriminados”.

Apesar de a “sociedade israelita estar um pouco stressada” com os ataques, David admite que “há um certo espírito de sacrifício por parte da população de conseguir aguentar até ao momento em que a situação possa ser resolvida do ponto de vista militar”, porque, defende, “se houver um cessar fogo sem desmantelamento da capacidade de lançamento de rockets, por parte da organização terrorista [Hamas], estaremos aqui daqui a uma semana, na mesma situação”.

Questionado sobre o que faz para se proteger dos ataques, David revela que tem um “refúgio” na sua casa, algo que é obrigatório, segundo a lei, em Israel, mas que nem sempre é cumprido. 

O vizinho, por exemplo, não tem nenhum refúgio, o que significa que, quando há um ataque, tem de entrar no quarto do português. “Isto tem sido muito improviso na última semana”, realça, com uma gargalhada.

Antes de terminar a intervenção, David fez questão de explicar que Israel “tem os seus problemas e as suas tensões internas” mas o que se está a passar, “em relação aos rockets, é muito diferente”.

“Uma coisa é um ataque indiscriminado a populações que estão em áreas metropolitanas, algo que é uma tentativa de genocídio, falhada, mas uma tentativa de genocídio. Outra coisa é o que se passa dentro de Israel com a minoria árabe que é um problema que tem de ser resolvido, não é uma questão militar de forma alguma, é um problema interno de Israel. Uma coisa é o que se passa nas ruas de Israel e outra coisa é o que todos nós estamos a passar por causa dos ataques do Hamas”, concluiu.

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