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Procurador escondeu provas que ilibavam dois condenados a prisão perpétua

Dois homens sem-abrigo condenados a prisão perpétua por um homicídio, no ano 2000, passaram 14 anos na prisão até serem finalmente libertados, descobrindo-se que o procurador encarregue do caso escondeu provas que os ilibariam da acusação. Só este ano, mais de duas décadas depois, foi impedido de exercer, noticiou o Dallas Morning News.

O antigo procurador do condado de Dallas, Richard E. Jackson, levou a tribunal os dois homens afro-americanos pelo homicídio de um líder religioso local, em 2000, mas escondendo dos jurados que as testemunhas não os conseguiram identificar, que nenhum coincidia com as descrições dadas por testemunhas, e que tinha estabelecido acordos secretos com informadores detidos para testemunhos favoráveis ao processo.

Dennis Allen e Stanley Mozee foram ambos condenados a prisão perpétua, em julgamentos separados.

Só depois de uma investigação aprofundada por parte do Innocence Project (um projeto para investigar casos de pessoas injustamente condenadas) em conjunto com os sucessores de Richard E. Jackson foi possível que os dois fossem inocentados, 14 anos depois.

Agora, mais de duas décadas após o processo, o procurador foi expulso da Ordem dos Advogados no Texas, num exemplo raro de punição grave para transgressão num caso de condenação injusta. O Supremo Tribunal do Texas entendeu que “a má conduta profissional” foi “provada de forma conclusiva” e o homem optou por sair por vontade própria, uma decisão que a justiça considerou ser “do melhor interesse do público, da profissão e do próprio Richard E. Jackson”.

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