Início Mundo Mulher vence processo por ser excluída de almoços de empresa após queixa

Mulher vence processo por ser excluída de almoços de empresa após queixa

Uma rececionista que era excluída – de propósito – das encomendas de almoço conjunto de um escritório no Reino Unido venceu um processo em tribunal e uma compensação de 23 mil libras por ter sido vítima daquilo que foi descrito como “campanha de vitimização”, num caso de descriminação laboral.

De acordo com a sentença, acedida pela Newsweek, Malgorzata Lewicka era excluída deliberadamente do almoço conjunto, oferecido uma vez por mês, quando trabalhava num concessionário automóvel de onde acabou por ser despedida em janeiro de 2019.

Os gerentes da Hartwell, uma concessionária da Ford, em Watford, inquiriam todos os funcionários sobre o que preferiam comer todas as últimas sextas-feiras do mês, em que o almoço era oferecido, menos a Lewicka.

A mulher defendeu, em tribunal, que esta atitude começou depois de acusar um dos elementos da equipa de descriminação sexual, em março de 2018, tendo esse colega sido investigado. A empresa deu como provado que tinha existido uma transgressão grave por parte do homem, a quem apenas foi feita uma advertência escrita.

Depois deste incidente, a mulher não voltou a ser convidada para os almoços de empresa, justificando a Hartwell que esta não era convidada porque era uma funcionária em regime de part-time e terminava o seu turno às 13h. Porém, o tribunal determinou que a justificação não era satisfatória.

“Aceitamos que os almoços possam ter sido ad hoc [com intuito específico] e informais. Não obstante, [Lewicka] apresentou provas claras de que o gerente passava por toda a gente para recolher pedidos para almoçar e que ela era incluída”, indicou a juíza Jennifer Bartlett, notando que só depois da queixa é que começou a ser excluída.

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