Início Mundo Jordânia aprova petição sobre corte das relações diplomáticas com Israel

Jordânia aprova petição sobre corte das relações diplomáticas com Israel

“O memorando foi assinado por todos os membros da Câmara de Representantes e está agora na mesa do Governo”, anunciou o presidente do parlamento, Abdelmonem al Oudat, no final de um debate de seis horas sobre a escalada bélica entre Israel e os palestinianos.

No decurso da sessão, 103 deputados pediram ainda ao Governo que expulse o embaixador israelita de Amã e retire o embaixador jordano em Telavive.

Em simultâneo, outros deputados qualificaram de “heroicos” os ataques da organização islamita Hamas, que governa na Faixa de Gaza, e apelaram que lhes seja fornecido armamento para enfrentar a “ameaça” de Israel.

Por sua vez, o primeiro-ministro jordano, Bisher al Jasauneh, assegurou que o seu Governo recebeu a petição para romper os laços com Israel e assinalou que de momento “estão a ser equacionadas uma série de opções”.

As forças políticas jordanas, representadas no parlamento, em particular a Irmandade Muçulmana (movimento com afinidades ao Hamas), têm pedido por diversas vezes a suspensão ou o fim do acordo com Israel, uma posição apoiada por parte considerável da população jordana.

O memorando de hoje foi aprovado enquanto se registam novos protestos no centro de Amã e frente à embaixada israelita contra a ofensiva sobre a Faixa de Gaza, com os manifestantes a exigirem a expulsão dos diplomatas e o fim do tratado.

A Jordânia defende oficialmente a solução de dois Estados, apoiada por grande parte dos países e instituições internacionais, incluindo a ONU, e que prevê a formação de um Estado palestiniano independente junto a Israel, nas fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como sua capital.

O centro dos confrontos foi a mesquita de Al-Aqsa, um ponto sensível localizado num local de Jerusalém que é sagrado para muçulmanos e judeus.

Na segunda-feira, o Hamas disparou foguetes sobre Israel, desencadeando uma resposta militar sobre o território onde vivem mais de dois milhões de palestinianos, alvo de um bloqueio desde que o movimento islamita conquistou o poder.

Pelo menos 200 palestinianos foram mortos nas centenas de ataques aéreos em Gaza, incluindo 59 crianças, e 1.305 pessoas ficaram feridas.

Em Israel contabilizam-se dez vítimas mortais dos ataques provenientes do enclave palestiniano.

Leia Também: Organizações palestinianas convocam greve geral para terça-feira