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Cruz Vermelha pede "influência máxima" do Conselho de Segurança da ONU

 

“As populações de Gaza e de Israel enfrentam o mais intenso ciclo de hostilidades registado em anos”, refere o CICV num comunicado publicado a poucas horas de ter lugar uma reunião virtual do Conselho de Segurança da ONU dedicada ao conflito no Médio Oriente.

No mesmo comunicado, citado pela Agência France-Presse (AFP), o CICV apela a todas as partes que “ponham fim à escalada (da violência) e garantam o melhor acesso às pessoas afetadas na Faixa de Gaza”.

“A intensidade deste conflito é algo que nunca tínhamos visto antes, com ataques aéreos incessantes contra Gaza, uma zona densamente povoada, e com foguetes a atingirem grandes cidades de Israel, provocando a morte de crianças de ambos os lados”, refere o diretor-geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Robert Mardini.

O responsável sublinha que o acesso das pessoas de Gaza a cuidados de saúde e outras infraestruturas importantes é “muito complicado” e exorta as partes em conflito a “porem fim a este ciclo de violência”, referindo que as regras “são muito claras: a população civil deve sempre ser protegida, mas infelizmente não é esse o caso atualmente”.

O comunicado destaca ainda que os bombardeamentos incessantes impedem que a Cruz Vermelha e outras organizações humanitárias consigam levar ajuda a Gaza, estando o CICV em contacto com ambas as partes do conflito para sublinhar a necessidade de serem cumpridas as regras internacionais do direito humanitário.

O CICV adianta ter doado macas e camas hospitalares e equipamento médico para ajudar no tratamento dos 150 feridos em Gaza e ter visitado vítimas de foguetes no centro de Israel.

Os últimos dados do Ministério da Saúde palestiniano apontam para a existência de 174 vítimas mortais na Faixa de Gaza na sequência dos bombardeamentos entre grupos armados palestinianos e o exército israelita.

Do lado israelita, o último balanço aponta para 10 mortos.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948

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