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PM haitiano demite-se e é substituído em plena crise de segurança no país

 

Jouthe anunciou a sua renúncia na madrugada de hoje, através de uma mensagem divulgada na rede social Twitter e o Presidente haitiano, Jovenel Moïse, aceitou a demissão do primeiro-ministro.

“A renúncia do Governo, que aceitei, vai permitir enfrentar o flagrante problema da insegurança e continuar as discussões com vista a chegar aos consensos necessários à estabilidade política e institucional do nosso país”, declarou Moïse na rede social Twitter.

O novo primeiro-ministro nomeado é Claude Joseph, o atual ministro dos Negócios Estrangeiros, disse o Presidente haitiano.

O Haiti, a nação mais pobre do continente americano, enfrenta uma grave onda de insegurança, principalmente por sequestros em troca de resgate realizados por gangues que gozam de uma quase impunidade.

Jovenel Moïse, objeto de fortes protestos da oposição política e de boa parte da população haitiana, que reclama a sua saída, nomeou o sexto primeiro-ministro em quatro anos de Governo.

O último exemplo emblemático da deriva do país foi o sequestro no domingo de dez pessoas, incluindo sete religiosos – cinco haitianos e dois franceses – perto de Port-au-Prince.

A Igreja Católica do Haiti denunciou na segunda-feira a inércia das autoridades após esses factos. Os sete religiosos ainda estão nas mãos de seus captores.

No final de março, o Conselho de Segurança da ONU apelou ao Haiti, numa declaração aprovada por unanimidade, para que os seus preparativos eleitorais “sejam feitos com vista a uma eleição presidencial livre, justa, transparente e confiável em 2021”.

Jovenel Moïse diz que o seu mandato terminará em 07 de fevereiro de 2022, enquanto para a oposição e parte da sociedade civil pensa que se encerrou em 07 de fevereiro de 2021. Essa discordância deve-se ao facto de Moïse ter sido eleito após uma votação cancelada por fraude, sendo reeleito um ano depois.

Nesse contexto de instabilidade, Moïse decidiu organizar um referendo constitucional em junho, denunciado como uma manobra de diversão pela oposição.

Também privado do Parlamento, o Haiti afundou-se ainda mais na crise em 2020 e o Presidente governa por decreto, alimentando uma crescente desconfiança contra si.

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