Início Mundo Pelo menos 4 mortos e dezenas de feridos em protestos no Paquistão

Pelo menos 4 mortos e dezenas de feridos em protestos no Paquistão

 

Pelo menos três islamitas foram mortos na província do Punjab, enquanto informações não confirmadas se referiam à morte de manifestantes em outras regiões do país, indicou a agência noticiosa Associated Press (AP).

Previamente, Rana Arif, porta-voz da polícia na cidade de Lahore, onde ocorreram os distúrbios mais graves, tinha confirmado à agência noticiosa Efe a morte de um polícia “em confrontos com os manifestantes violentos e outros 40 que ficaram feridos”.

A mesma fonte apenas confirmou a morte de um manifestante do partido islamita Tehreek-e-Labbaik Pakistan (TLP), organizador das manifestações após a detenção, na segunda-feira, do seu líder Saad Rizvi.

Pelo contrário, um porta-voz do TLP, Ali Raza, indicou à Efe que pelo menos seis manifestantes foram mortos e 200 ficaram feridos pela ação da polícia, mas as autoridades não confirmaram este balanço.

Os protestos iniciaram-se na segunda-feira à noite, com o bloqueio de estradas e autoestradas, uma situação que prosseguiu hoje com manifestações em numerosas cidades e confrontos esporádicos com a polícia.

Rizvi, líder do TLP, tinha emitido um ultimato ao Governo para que expulsasse o diplomata francês antes de 20 de abril, uma posição que motivou a sua detenção e o início dos protestos.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Fawad Chaudhry, afirmou hoje em conferência de imprensa que o Governo pretende resolver a situação de forma pacífica e indicou que nenhum grupo deve emitir diretrizes ao Executivo.

“Nenhum partido, nenhum grupo religioso, deve pensar em ditar ao Estado” como proceder, disse Chaudhry.

O ministro também afirmou que os bloqueios de estradas estavam a dificultar o transporte de oxigénio para os doentes de covid-19.

O partido islamita afirma que o Executivo aceitou em novembro os pedidos para a expulsão do embaixador francês do país e o corte das relações bilaterais com a França, mas não cumpriu o acordo.

Os comentários do Presidente francês Emmanuel Macron de “prosseguir o combate pela liberdade”, após a decapitação em outubro passado de um professor que mostrou aos seus alunos as controversas caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de expressão, suscitaram protestos em diversas regiões do mundo muçulmano.

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