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Almirantes na reserva que criticaram Erdogan libertados de madrugada

 

Presos no passado dia 05 de abril, os almirantes na reserva foram libertados durante a madrugada de hoje, mas mantêm-se sob controlo judiciário e estão interditados de abandonarem o país.

Outros quatro almirantes na reserva que tinham sido alvo de mandados de captura – mas que não chegaram a ser detidos por motivos de idade – ficaram igualmente sob controlo judiciário e sujeitos às mesmas restrições.

Os antigos oficiais da Marinha de Guerra da Turquia fazem parte do grupo de 104 almirantes que assinaram uma carta aberta contra o “Canal de Istambul”, que consideram representar uma “ameaça”. 

As autoridades instauraram um inquérito contra os oficiais na reserva acusados “de participação em reunião contra a segurança do Estado e da ordem constitucional”.

“O texto (comunicado dos almirantes na reserva) foi redigido com boa intenção”, disse o contra-almirante na reserva Cem Gurdeniz depois de ter sido libertado.

Gurdeniz é apontado como o ideólogo da polémica doutrina “Pátria Azul”, que defende o estabelecimento da soberania turca em grandes áreas do Mediterrâneo Oriental.

Altos responsáveis turcos condenaram a carta aberta e o Presidente Erdogan acusou o grupo de militares na reserva de “despertarem o espetro do ‘golpe de Estado político'”, referindo-se à intentona de 2016.

A aprovação do plano, no mês passado, de construção em Istambul de um canal comparável ao do Panamá ou do Suez, tornou-se polémica a nível interno e junto de instituições internacionais.

Observadores notam que o canal pode facilitar o acesso de navios de guerra norte-americanos ao Mar Negro, contrariando as forças russas.

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