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Agente que matou Daunte Wright e chefe da polícia demitiram-se

A agente da polícia que matou Daunte Wright no passado domingo em Brooklyn Center, que fica nos subúrbios de Minneapolis, demitiu-se esta terça-feira, avança o The New York Times. Após o incidente, Kim Potter, uma polícia com 26 anos de serviço, foi suspensa pelo departamento da força de autoridade de Brooklyn Center.

O chefe da polícia de Brooklyn Center, Tim Gannon, também anunciou a sua demissão.

“Adorei cada minuto como agente da polícia e servindo esta comunidade com o melhor das minhas capacidades, mas acredito que é do melhor interesse da comunidade, do departamento e dos meus colegas se eu me demitir imediatamente”, escreveu Kim Potter numa carta divulgada pelo sindicato que a representa, o Law Enforcement Labor Services.

Kim Potter, de 48 anos, disparou contra Daunte Wright, 20 anos, no decurso de uma operação de controlo de trânsito. Ao verificarem que havia um mandato pendente por Daunte Wright não ter comparecido em tribunal pelos crimes de posse ilegal de arma e por resistir à detenção, Kim Potter e outro agente da polícia de Brooklyn Center procederam à detenção de Wright. 

No entanto, o jovem resistiu e conseguiu voltar a entrar no seu automóvel. Foi nesse momento que Potter alegadamente confundiu a sua arma com o taser, que queria usar para imobilizar Wright. 

No vídeo captado pela câmara corporal de Kim Potter, a agente grita taser várias vezes, mas depois ouve-se o disparo da sua arma. 

Gannon, o chefe do departamento de polícia de Brooklin Center que apresentou a demissão, tinha defendido a tese de que a agente pegou na arma por engano. 

Esta terça-feira, o ‘mayor’ de Brooklyn Center, Mike Elliott, afirmou que “sempre que, no cumprimento do seu serviço, alguém mata outro ser humano deve ser responsabilizado”. 

A morte de Daunte Wright aconteceu numa altura de grande tensão em Minneapolis e na área em redor, uma vez que está a decorrer o julgamento de Derek Chauvin, o antigo agente da polícia que matou George Floyd. 

Após a morte de Wright, sucederam-se duas noites de protestos e de confrontos entre manifestantes e a polícia norte-americana. 

[Notícia atualizada às 19h22]

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