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Risco de infeção reduzido em 81% em tratamento com anticorpos nos EUA

 

Em comunicado, a empresa farmacêutica divulgou os “dados positivos” relatados num estudo sobre o medicamente REGEN-COV, que está em fase de ensaios clínicos pelo Instituto Nacional de Doenças infecciosas e Alergias (NIAID), realizado para avaliar a capacidade em reduzir o risco de infeções por covid-19 em famílias onde há um caso positivo.

“Com mais de 60 mil norte-americanos diagnosticados com covid-19 diariamente, este ‘cocktail’ de anticorpos pode ajudar a dar proteção imediata a pessoas não vacinadas expostas ao vírus”, realçou o presidente e cientista-chefe da Regenern, George D. Yancopoulos, citado pela agência EFE.

O estudo, que ainda não foi revisto pelos pares, envolveu 1.505 pessoas saudáveis e sem anticorpos para o novo coronavírus que viviam na mesma casa que outra pessoa infetada com covid-19. Os participantes receberam ou uma dose daquele tratamento ou um placebo.

Após um mês, apenas 1,5% dos pacientes que integraram o estudo e que tomaram o REGEN-COV foram infetados com covid-19 em comparação com os 7,8% que receberam um placebo, o que representa uma redução de risco em 81%, de acordo com os dados divulgados.

“Entre as pessoas que desenvolveram infeções sintomáticas, os pacientes com REGEN-COV eliminaram o vírus mais rapidamente e tiveram uma duração muito mais curta dos sintomas”, destaca ainda a Regeneron no comunicado.

A farmacêutica, que irá agora partilhar os dados com a agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês), irá também solicitar uma extensão de autorização para uso de emergência, que já possui, para “incluir a prevenção de covid-19 em populações adequadas”.

Atualmente, este tratamento que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu após ter sido diagnosticado com covid-19 no ano passado, está com autorização para administração de emergência para casos leves e moderados em adultos e crianças com mais de 12 anos e com riscos de doenças graves.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.937.355 mortos no mundo, resultantes de mais de 135,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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