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Recolher obrigatório em Minneapolis contra violência após morte de jovem

 

“A dor que sentimos não pode traduzir-se em violência, destruição de meios de subsistência ou de pequenas lojas locais”, disse o presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey, ao anunciar o recolher obrigatório entre as 19:00 de segunda-feira e 06:00 de terça-feira, hora local.

O recolher obrigatório também estará em vigor em St-Paul, a cidade-vizinha de Minneapolis, e em três condados da área metropolitana.

Para reforçar a segurança, foram acionados meios policiais e ainda 500 militares da Guarda Nacional de Minnesota, segundo as autoridades estaduais.

“O recolher é importante porque é um impedimento eficaz contra aqueles que pensam que podem sair à rua e roubar pessoas”, disse o chefe do departamento de segurança pública do Estado do Minnesota, John Harrington.

A polícia que disparou sobre um jovem afro-americano no domingo durante um controlo rotineiro, provocando a sua morte, confundiu a arma de serviço com um Taser, revelou hoje o chefe da polícia de Brooklyn Centre, arredores de Minneapolis.

“A agente tinha a intenção de utilizar o seu Taser [uma arma de eletrochoque], mas em vez disso, ela disparou uma única bala” sobre Daunte Wright, explicou o chefe Tim Gannon em declarações aos ‘media’ um dia após a morte do jovem de 20 anos, e que motivou distúrbios na noite de domingo.

O incidente decorreu num subúrbio de Minneapolis, Estados Unidos — onde decorre o julgamento do polícia acusado de matar o afro-americano George Floyd.

Daunte Wright terá sido morto a tiro momentos depois de ter telefonado para a mãe a dizer que estava a ser levado pela polícia, que foi chamada a intervir num incidente violento no bairro.

A mãe, Katie Wright, disse que ouviu agentes de segurança a pedir ao filho para largar o telefone e um deles terminou-lhe a chamada.

A namorada de Daunte ligou-lhe minutos depois a dizer-lhe que o filho tinha sido baleado.  

O Departamento de Assuntos Criminais do estado de Minnesota já anunciou que vai investigar o caso do envolvimento de uma agente policial no tiroteio que vitimou Daunte Wright.

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