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Presidente iraquiano garante eleições antecipadas para 10 de outubro

 

“As eleições são uma oportunidade para cumprir as nobres aspirações do povo, que os nossos votos eleitorais sejam decisivos para garantir a transição no Iraque até uma etapa em que o país esteja mais avançado, estável e independente”, asseverou Saleh num discurso transmitido pela televisão.

No entanto, sublinhou a necessidade de uma coordenação com as Nações Unidas para garantir uma “supervisão internacional” que garante “a integridade do processo eleitoral” e a “independência e o respeito de todos os iraquianos pelo escrutínio”.

“As próximas eleições são importantes, decisivas e constitutivas, e surgem após um movimento popular que exige reformas e correção do percurso”, recordou o Presidente iraquiano.

As eleições foram convocadas inicialmente para 06 de junho de 2021 em resposta uma das reivindicações dos protestos iniciados em outubro de 2019 e que alastraram pelo Iraque, pela melhoria dos serviços públicos, fim da corrupção e do sectarismo endémico no sistema político do país.

No entanto, a data foi adiada por três vezes até 10 de outubro por desacordos entre os partidos do fragmentado parlamento iraquiano e problemas “técnicos” que não garantiriam um escrutínio justo, segundo a versão oficial.

Entre as divergências destacou-se a aprovação da lei para a formação do Tribunal Federal, o único órgão com legitimidade para validar os resultados eleitorais, e que foi alterada e finalmente aprovada após três meses de intensas discussões entre os partidos.

O novo coronavírus, os recentes ataques contra instalações militares dos Estados Unidos no Iraque e a contínua ameaça do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), com células ativas no país, foram fatores que forçaram ao adiamento das eleições, indicou o Governo.

A convocação de eleições antecipadas foi a primeira promessa do primeiro-ministro, Mustafa al Kazemi, que assumiu o cargo após a demissão em novembro de 2019 do seu antecessor, Adel Abdelmahdi, em plena e violenta contestação popular no país, com um balanço de cerca de 600 manifestantes mortos pela repressão das forças militares e policiais.

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