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Champions: ‘Dragões’ em busca de primeira recuperação de mais de um golo

O FC Porto enfrenta pela 16.ª vez a segunda mão de uma eliminatória europeia de futebol após uma derrota por mais de um golo na primeira e, sempre que isso aconteceu, os ‘dragões’ nunca seguiram em frente.

Apesar de longa, a história dos ‘azuis e brancos’ em provas do ‘velho continente’ não exibe qualquer recuperação notável, de resultados como o 0-2 sofrido na quarta-feira face ao Chelsea, já que o máximo que ostenta é seis reviravoltas após desaires pela margem mínima.

Depois de começarem a perder, os ‘dragões’ só lograram seguir em frente face a Vejle (1981/82), Dínamo Zagreb e Glasgow Rangers (ambos em 1983/84), Vitkovice (1986/87), Panathinaikos (2002/03) e Roma (2018/19).

Estes desaires foram, porém, por apenas um golo — 1-0 ou 2-1 -, e só numa ocasião é que a reviravolta aconteceu em reduto alheio, nos quartos de final da Taça UEFA de 2002/03, com um triunfo na Grécia por 2-0, após prolongamento.

Depois de um desaire por 1-0 nas Antas, culpa de um tento do internacional polaco Emmanuel Olisadebe (73 minutos), os comandados de José Mourinho venceram em Atenas por 2-0, com um ‘bis’ de Derlei (16 e 103).

Os ‘dragões’ acabaram por vencer a Taça UEFA, curiosamente em Sevilha, onde estão a disputar com o Chelsea o acesso às meias-finais da edição 2020/21 da ‘Champions’, culpa das restrições relacionadas com a pandemia de covid-19.

Agora, no regresso à capital da Andaluzia, onde começou com um desaire por 2-0 selado por Mount (32 minutos) e Chilwell (85), o FC Porto precisa de inverter a história, já que os 15 desaires a abrir por dois ou mais golos acabaram em eliminação.

No ‘papel’, a derrota foi caseira, pelo que se tratou apenas da quarta vez que os ‘azuis e brancos’ perdem uma primeira mão em casa por mais do que um golo, depois de dois desaires por 2-0, com Nantes (1971/72) e Juventus (2016/17), e um por 5-0, com o Liverpool (2017/18).

Em 1971/72, na primeira eliminatória da Taça UEFA, o FC Porto empatou 1-1 em França, em 2016/17, nos ‘oitavos’ da ‘Champions’, perdeu por 1-0 em Turim, e, em 2017/18, ficou-se por um empate a zero em Anfield Road.

Os ‘dragões’ nunca deram a volta em reduto alheio a uma desvantagem de dois ou mais golos, mas também nunca o conseguiram fazer nas Antas ou no Dragão.

O FC Porto começou cinco eliminatórias fora com desaires por 2-0, face a Hamburgo (1975/76), Standard Liège (1981/82), FC Barcelona (1985/86), Borussia Dortmund (2015/16) e Liverpool (2018/19), e uma por 3-1, com Tottenham (1991/92).

Destes seis duelos, os portistas ainda chegaram a igualar a eliminatória com os catalães – vencedores na primeira mão por 2-0, na segunda ronda da Taça dos Campeões de 1985/86 -, graças a um ‘bis’ de Juary (67 e 71 minutos).

O brasileiro, que seria um ano depois o ‘herói’ da final da Taça dos Campeões de Viena, ainda marcou um terceiro golo, aos 89 minutos, mas já depois de, aos 77, o escocês Steve Archibald ter marcado o tento fora que qualificou os ‘culés’.

Face aos outros adversários, os ‘dragões’ venceram o Hamburgo por 2-1, empataram 2-2 com o Standard Liège e 0-0 com o Tottenham, e perderam por 1-0 com o Borussia Dortmund e por 4-1 com o Liverpool.

O FC Porto também não conseguiu superar diferenças superiores a dois golos sofridas fora, o que aconteceu face a Hannover (0-5, em 1965/66), Hibernian (0-3, em 1967/68), AEK (1-6, em 1978/79), Anderlecht (0-4, em 1982/83), PSV Eindhoven (0-5, em 1988/89) e Manchester United (0-4, em 1996/97).

O encontro entre Chelsea e FC Porto, da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões em futebol, realiza-se na terça-feira, de novo no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em Sevilha, às 21:00 locais (20:00 em Lisboa).

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