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Austrália apoia Timor-Leste com 5,9 milhões de euros

 

Em comunicado divulgado na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo de Camberra refere que o apoio se destina a colmatar requisitos básicos de segurança alimentar.

Em concreto, será dado apoio financeiro à Cruz Vermelha e a outras organizações locais e não-governamentais que estão a prestar assistência no terreno, bem como ao Programa Alimentar Mundial, na resposta às necessidades alimentares.

A Austrália vai ainda disponibilizar equipamentos de assistência urgente, como abrigos temporários e artigos domésticos básicos, bem como equipamento de proteção individual contra a covid-19, para reabastecer as lojas afetadas pelas cheias.

Estes sete milhões de dólares (5,9 milhões de euros) são um “apoio adicional” ao “amigo e vizinho Timor-Leste”, já que, recorda o Governo, a Austrália prestou “auxílio imediato no terreno, em Díli, a milhares de pessoas”, em operações de evacuação e abrigo e de restauração de energia nos centros de resposta à covid-19 e nas instalações da polícia.

A Austrália diz-se ainda disponível para “fornecer assistência adicional”, nomeadamente através de especialistas em saúde para apoiar a gestão da pandemia e a vacinação.

“A Austrália está também a trabalhar com o Governo de Timor-Leste na resposta às necessidades de vacinas contra a covid-19”, sublinhou a chefe da diplomacia, Marise Payne, no comunicado conjunto com Zed Seselja, ministro para o Desenvolvimento Internacional e o Pacífico.

Já no sábado, o Governo australiano tinha anunciado que iria apoiar os vizinhos, entre os quais Timor-Leste, com vacinas contra a covid-19.

Numa primeira fase, a Austrália vai distribuir “pelo menos dez mil doses de AstraZeneca por semana” aos países da região e o objetivo é ir aumentando o montante à medida das necessidades.

A Austrália canalizou 524 milhões de euros para uma iniciativa de vacinação na região da Ásia-Pacífico, em complemento aos 67,2 milhões de euros com que contribuiu para a aliança global de vacinação Covax, que pretende assegurar que 20 por cento da população de 92 países em desenvolvimento esteja vacinada até ao final de 2021.

As cheias que assolaram Timor-Leste há uma semana vieram também dificultar a resposta ao surto de covid-19 que surgiu em 07 de março e que tem como principal foco o município de Díli, a capital.

Num balanço feito hoje, as autoridades timorenses contabilizaram 4.590 famílias afetadas e 12.378 deslocados na sequência das cheias, que causaram 36 mortos e 10 desaparecidos.

De acordo com os dados a que a agência Lusa teve acesso, 63,76% dessas 590 famílias afetadas residem no município de Díli, igualmente o mais afetado no somatório de habitações destruídas por inundação ou derrocadas, com um total de 4.384 casas.

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