Início Mundo Partido de extrema-direita AfD apresenta-se como "única real oposição"

Partido de extrema-direita AfD apresenta-se como "única real oposição"

No seu discurso de abertura, Jorg Meuthen, co-presidente da AfD, acusou a chanceler alemã, Angela Merkel, e os partidos da coligação que ela lidera de terem “destruído passo a passo”, nos últimos 16 anos, a normalidade necessária ao funcionamento da sociedade.

No congresso que decorre sob o lema “Alemanha, mas normal”, Meuthen defendeu que essa normalidade deveria ser natural “como foi durante décadas”, argumentando que o AfD é o “partido da única real oposição” num “país louco”.

Perante as eleições marcadas para setembro, Meuthen disse que os eleitores apenas precisam de conhecer dois programas eleitorais: o do AfD — partido que ele afirma ser de liberdade — e o dos “chamados Verdes” – que disse estarem “camuflados de supostos ambientalistas” e representarem o socialismo — acrescentando que todas outras forças políticas são “irrelevantes”.

O co-presidente do AfD disse que o partido conservador de Angela Merkel, CDU, está “esvaziado” e “abalado por escândalos”, pelo que já não tem condições para continuar a ser “a força motriz política” da Alemanha.

Meuthen pediu uma forte mobilização dos militantes neste “super ano eleitoral”, pedindo particular empenho na região da Saxónia-Anhalt, onde considera que o partido “tem fortes hipóteses” de se tornar a primeira força política.

O líder também expressou a sua satisfação com o facto de o partido estar a realizar o seu segundo congresso federal desde o início da pandemia de covid-19 em formato presencial e com mais de 600 delegados.

Para Meuthen, com a decisão de organizar o evento presencialmente, o AfD mostra que não há necessidade destas “orgias de proibição, deste confinamento, desta loucura de suspender a vida pública”.

As mais recentes sondagens indicam que o AfD – que nos oito anos desde sua fundação conseguiu ganhar lugares em todos os governos regionais e que desde 2017 tem presença no Parlamento federal — não deve alcançar os 12,6% de votos que teve nas últimas eleições gerais.

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