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Descoberta de petróleo da ENI em Angola mostra atratividade do país

 

“A última descoberta de petróleo da petrolífera italiana na concessão do Bloco offshore 15/06 de Angola é demonstrativa de como as prolíficas bacias e o quadro regulatório favorável de Angola continuam a ser atrativos, apesar da forte concorrência de novas regiões como a Guiana e o Suriname”, lê-se numa nota enviada por esta plataforma de promoção dos investimentos em África.

Para a AOP, que atua como consultora da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) angolana, “a atual ronda de licitações de três blocos terrestres na Bacia do Baixo Congo e seis blocos terrestres na Bacia do Kwanza desperta muito interesse da indústria”.

Na segunda-feira, o regulador angolano vai lançar uma ronda de licitações para novos investimentos nestes três blocos, que fazem parte do portefólio do país, apresentado como tendo uma “extensão combinada de recursos e infraestrutura que fornece aos exploradores oportunidades de ‘upstream’ [pesquisa e localização de novos campos] incomparáveis”.

Na nota, a consultora afirma que “nos últimos doze meses, a covid-19 e a instabilidade do preço do petróleo resultante ameaçaram o investimento global em aquisição sísmica, em novas perfurações e noutras atividades não essenciais”, mas ressalva que, “no entanto, o que se manteve constante durante este período é a magnitude das reservas de petróleo e gás angolanas, que não só representam algumas das bacias menos exploradas a nível mundial, mas também parecem aumentar de tamanho a cada nova avaliação”.

Angola tem “57 mil milhões de barris de petróleo e 27 biliões de pés cúbicos de gás – um aumento substancial em relação às estimativas anteriores de 8,2 mil milhões de barris e 13,5 biliões de pés cúbicos – que proporcionaria ao país as maiores reservas de petróleo do continente”, acrescentam os consultores, citando uma avaliação de novembro do ano passado.

“Um ‘roadshow’ híbrido online e físico sobre a atual ronda de licitações está agendado para 12 de abril no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda; o evento irá proporcionar aos investidores a oportunidade de se relacionar com a agência em relação aos blocos em oferta, aos pacotes de dados e aos estudos de acessibilidade, além de abordar questões ambientais, logísticas e de conteúdo local”, conclui-se na nota.

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