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Benim. Bloqueios de estradas atrasam transporte de material para eleições

“Houve bloqueios de estradas nas principais estradas do norte” e “pode ser que haja assembleias de voto que não abram amanhã às 07:00 [06:00 em Lisboa de domingo] devido à chegada tardia deste material eleitoral”, afirmou o presidente da Comissão Eleitoral Nacional Autónoma (Cena), Emmanuel Tiando, em declarações à agência de notícias AFP.

Emmanuel Tiando assegurou que, no entanto, “não há razão para que esta eleição não aconteça” e que o material continua a ser transportado para os diversos locais.

Na véspera da eleição presidencial no Benim, o material eleitoral ainda não tinha chegado até ao meio-dia de hoje no norte do país.

Os manifestantes protestam contra o atual Presidente do Benim, Patrice Talon, recandidato ao cargo e acusado pela oposição de ter confiscado o voto e de a ter impedido de participar nas eleições.

Desde terça-feira que habitantes de várias cidades do centro e do norte do país bloqueram centenas de carros e transportes, erguendo barreiras nas estradas em direção ao norte do país e ao Níger.

Na quinta-feira, o exército começou a intervir nas ruas, desmontou os bloqueios de estradas e limpou o caminho, inclusive com armas de fogo, registando-se a morte de pelo menos dois civis.

No entanto, um bloqueio de estrada foi hoje erguido novamente na cidade de Tchaourou, local de nascimento do ex-presidente Thomas Boni Yayi e opositor de Patrice Talon, de acordo com fontes ouvidas pela AFP.

Os camiões da Comissão Eleitoral devem, portanto, percorrer um caminho alternativo para chegar ao norte do país, atrasando a entrega do material eleitoral.

Cerca de 5,5 milhões de eleitores são esperados nas urnas do Benim no domingo.

Talon, 62 anos, no poder desde 2016, enfrentará dois adversários que não devem ser capazes de lhe fazer frente: os antigos deputados Corentin Kohoué e Alassane Soumanou.

Do lado da oposição, Kohoué e Soumanou são acusados de serem “candidatos fantoches”.

Na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou para que todas as partes garantam que as eleições de domingo “se realizem de forma transparente, credível e pacífica”.

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