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Processa empresa por não entregar recibo que prova sua inocência em crime

Um homem norte-americano processou a empresa de aluguer de carros Hertz por não lhe ter fornecido um recibo que corroboraria o seu álibi num caso de homicídio que remonta a 2011, provando que não estava sequer perto do local do crime. O caso culminou na condenação do homem, que passou quase cinco anos na prisão até o recibo ser apresentado.

Herbert Alford, de 47 anos de idade, foi condenado, em 2016, por homicídio em segundo grau e por dois crimes de posse de arma, no âmbito da morte de Michael Adams, de 23 anos, em Lansing, no Michigan. Recebeu uma pena mínima de 30 anos de prisão.

Em 2018, a empresa Hertz, finalmente, entregou à justiça um recibo [imagem acima] que provava que Herbert Alford estava a alugar um carro numa zona perto do aeroporto de Lansing, na altura em que estava a ocorrer o crime, em outubro de 2011. Estava, portanto, longe da cena do crime.

A condenação de Alford foi revertida e as acusações contra si foram retiradas, no ano passado.

“Foi um pesadelo. Foi surreal. Isto não devia ter acontecido… Eu sabia que eles tinham o recibo e eles sabiam que eu estive lá”, disse, em declarações à imprensa, justificando assim o processo contra a empresa, cujas “ações, inações e negligência” ajudaram a mantê-lo na prisão quase cinco anos.

O advogado de Alford corrobora. “Este homem não lhes estava a pedir os registos de seis meses. Ele só queria um recibo”, disse o causídico, citado pelo New York Times.

Em comunicado, a Hertz declarou que está “profundamente triste” com o caso de Herbert Alford, indicando que estiveram com dificuldades em encontrar os registos. “Não fomos capazes de encontrar o registo de alugueres de 2011 quando foi pedido, em 2015, mas continuamos os nossos bem intencionados esforços para o localizar. Com avanços na pesquisa de dados nos anos que se seguiram, fomos capazes de localizar o registo de aluguer em 2018 e apresentámo-lo imediatamente”.

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