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Níger eleva para 141 número de mortos em ataques de terroristas islâmicos

 

Uma avaliação anterior desses ataques que visaram na tarde de 21 de março as localidades de Intezayane, Bakorat, Woursanat e várias outras aldeias e acampamentos localizados no departamento de Tillia, perto da fronteira com o Mali, relatou 137 mortos.

Esses ataques são os mais mortíferos cometidos no Níger nos últimos anos por supostos jihadistas.

“Encontrámos as populações que foram vítimas destes ataques bárbaros” durante os quais “homens, mulheres e também crianças” foram mortos, declarou o ministro do Interior, Alkache Alhada, que se deslocou a Bakorat na sexta-feira, uma das localidades atacadas.

“Hoje, esses ataques trazem um grande risco de conflitos entre as diferentes comunidades que compartilham este espaço”, disse em declarações à televisão pública.

Em comunicado, a Unicef refere que “22 crianças de 5 a 17 anos foram mortas e várias outras ficaram feridas ou separadas das suas famílias”.

“Matar e ferir crianças é uma grave violação dos direitos humanos”, lembra o Fundo das Nações Unidas para a Infância, que “insta todas as partes a proteger as crianças e colocá-las fora de perigo”.

Pelo menos 13 pessoas foram mortas na quarta-feira, segundo as autoridades locais, em ataques a três aldeias na região de Tillabéri, mais a oeste, também na fronteira com o Mali.

A região de Tillabéri está localizada na chamada área das “três fronteiras”, nas fronteiras do Níger, Mali e Burkina Faso, regularmente atingida por jihadistas filiados à Al-Qaeda no Magrebe Islâmico ou no grupo do Estado Islâmico.

Em 15 de março, supostos jihadistas também realizaram vários ataques contra veículos que voltavam do grande mercado semanal em Banibangou.

Os ataques também visaram uma aldeia, massacrando residentes e incendiando veículos e celeiros. Um total de 66 pessoas foram mortas.

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