Início Mundo Governo britânico condena protestos de muçulmanos junto a escola 

Governo britânico condena protestos de muçulmanos junto a escola 

Segundo o governante, a liberdade de expressão deve ser sempre defendida desde que exercida de “forma respeitosa e tolerante”.

“Não devíamos ter professores ou funcionários da escola que se sintam intimidados. Relatos de que um professor pode mesmo estar escondido são perturbadores”, disse Jenrick à estação de televisão britânica Sky News.

“Deve ser possível que um professor possa mostrar adequadamente imagens do profeta Maomé. Numa sociedade livre, queremos que as religiões sejam ensinadas às crianças e que elas possam valorizá-las e questioná-las”, argumentou o ministro.

Em termos gerais, embora existam diferenças de opinião entre xiitas e sunitas, a religião muçulmana proíbe a representação de imagens ou símbolos que retratem o ser humano, regra que se aplica especialmente quando se trata de Maomé.

Pelo segundo dia consecutivo, dezenas de pessoas protestaram junto à escola Batley Grammar School, perto de Leeds, norte da Inglaterra, que na quinta-feira anunciou a suspensão temporária de um professor que terá mostrado uma caricatura do profeta e emitiu um pedido público de desculpas.

O Conselho dos Muçulmanos Britânico disse em comunicado que acredita que o professor mostrou aos alunos uma imagem de Maomé “usando um turbante com uma bomba nele”, uma descrição semelhante à caricatura publicado pela revista satírica francesa Charlie Hebdo “antes do ataque de 2015 à sua redação, que matou 12 pessoas.

O Conselho considera esta imagem “extremamente ofensiva” e lamenta que perpetue os estereótipos do “Islão como sinónimo de terrorismo e dos muçulmanos como especialmente dirigido à violência”.

Em outubro passado, o professor Samuel Paty foi decapitado em França depois de mostrar imagens de Maomé numa aula sobre liberdade de expressão.