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Ataques a três aldeias no Níger fazem pelo menos 11 mortos

 

“Os atacantes vieram em várias motos, por volta das 17:00 (16:00 em Lisboa). Mataram três pessoas em Zibane-Koira Zeno, uma outra em Zibane-Koira-Tegui e mais sete em Gadabo, além de um ferido”, disse um funcionário eleito da zona, sob a condição de anonimato.

Os atacantes “cercaram as aldeias” e aqueles que tentaram fugir foram perseguidos e mortos, de acordo com o funcionário.

“Levaram animais, atearam fogo a salas de aula numa escola e saquearam um centro de saúde” que presta cuidados de saúde a várias aldeias da zona, acrescentou.

“Houve efetivamente 11 mortes nos três ataques”, confirmou uma fonte próxima do chefe de uma das aldeias atacadas, que se tinha refugiado em Niamey, devido à insegurança.

As três aldeias, que estão localizadas numa zona de difícil acesso, estão a poucos quilómetros de distância.

Em maio de 2020, 20 pessoas foram mortas nas mesmas três aldeias durante os ataques perpetrados por homens fortemente armados em motos que fugiram para o Mali, de acordo com as autoridades.

Os ataques a civis aumentaram desde o início do ano no Níger, com mais de 300 pessoas mortas em três séries de ataques a aldeias e povoações no oeste do país, que faz fronteira com o Mali. Nenhum dos ataques foi reivindicado.

O último destes ataques em grande escala teve lugar no domingo na região de Tahoua, matando 137 pessoas numa questão de horas em três aldeias tuaregue e campos circundantes.

A vasta região desértica de Tahoua fica a leste de Tillabéri, ambas perto da fronteira com o Mali.

A região de Tillabéri está localizada na chamada zona das “três fronteiras” entre o Níger, Mali e Burkina Faso, que é regularmente atingida por grupos jihadistas afiliados à Al-Qaeda ou ao Estado Islâmico (EI).