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Alemanha facilita naturalizações de descendentes de vítimas do Holocausto

O ministério do Interior alemão aprovou uma lei para facilitar a atribuição de cidadania a descendentes de vítimas do regime nazi, que até aqui podiam ver negados os seus pedidos para a obter.

A medida, descrita como um passo simbólico, ajudará a fechar falhas legais que impediam muitos descendentes de vítimas do Holocausto de conseguir cidadania alemã.

Em causa está a falta de um enquadramento legal específico para descendentes de judeus perseguidos ou mortos, o que levava a muitas rejeições de pedidos de cidadania, pelo menos, até o projeto de lei ser apresentado em 2019.

Alguns eram rejeitados porque os seus antepassados fugiram da Alemanha e conseguiram outras nacionalidades antes da sua nacionalidade lhes ter sido retirada. Outros eram rejeitados por terem nascido antes de abril de 1953 com um dos pais de outra nacionalidade que não alemã.

“Isto não é sobre corrigir as coisas, é sobre pedir desculpa com profunda vergonha. É um enorme privilégio para o nosso país que as pessoas se queiram tornar alemãs, apesar de termos tirado tudo aos seus ancestrais”, indicou o ministro do Interior, Horst Seehofer [na fotografia], citado pelo Guardian.

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