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Partido são-tomense deixa aviso a candidatos às presidenciais

 

“Estão livres [de se candidatarem], mas é preciso também dizer que se não acatam naturalmente aquilo que são as orientações e decisões dos órgãos competentes do partido, há regras no estatuto que definem quais são os passos seguintes”, ameaçou o secretário-geral, Arlindo Barbosa.

São Tomé e Príncipe vai ter eleições presidenciais em julho e dentro do principal partido do Governo, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) vão concorrer seis candidatos, cindo dos quais pediram apoio direto do partido que, entretanto, elegeu Guilherme Pósser da Costa num Conselho Nacional realizado no domingo.

“Nós não estamos a impedir outras candidaturas de avançarem, mas é bom que revejam essa posição e junto ao partido trilharmos um melhor caminho”, acrescentou o responsável.

Aurélio Martins, um dos antigos presidentes do partido, é o único que não solicitou apoio do seu partido para concorrer às presidenciais.

Dois dos quatro que solicitaram apoio, mas não foram escolhidos pelos conselheiros, nomeadamente Elsa Pinto, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade e vice-presidente dos sociais-democratas, e Jorge Amado, antigo presidente, já garantiram publicamente que vão avançar mesmo sem o apoio do partido, como independentes.

Maria das Neves, antiga primeira-ministra, garantiu também à Lusa que vai avançar sem o consentimento do partido, mas só se vai pronunciar publicamente sobre o assunto depois do decreto presidencial que marcará a data das eleições.

“O partido vai apoiar um candidato e está vedada a possibilidade de qualquer outro contactar as suas estruturas, nomeadamente distritais, as organizações sociais do partido como a organização das mulheres [OMSTEP], da juventude [JMLSTP], a Liga dos Veteranos e a estrutura regional”, frisou Arlindo Barbosa.

O responsável ameaçou com sanções todos os candidatos que avançarem para o escrutínio sem o aval do partido.

“Sabemos que a candidatura às presidenciais é uma candidatura unipessoal, mas o partido tem um estatuto e quem se filia numa organização deve submeter-se às suas regras”, disse.

Alguns destes candidatos puseram em causa a transparência na forma como decorreu o processo de votação no Conselho Nacional que deu maioria absoluta a Pósser da Costa.

“Estranha-nos que camaradas e dirigentes que participaram em algumas deliberações que conduziram todo este processo hoje estão a contestá-lo”, lamentou o secretário-geral do MLSTP-PSD.

“Quando o vento não sopra a favor de determinadas vantagens, há sempre tendência de querer criar na opinião publica e sobretudo de militantes a opinião de que o processo concluiu com vícios”, acusou Arlindo Barbosa.

O dirigente sublinhou que o seu partido “distancia-se desses camaradas que eventualmente querem pôr em causa essa deliberação do Conselho Nacional”.

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