Início Mundo Mais duas demissões no governo da Eslováquia agravam crise política

Mais duas demissões no governo da Eslováquia agravam crise política

Na terça-feira, a chefe de Estado liberal, Zuzana Caputova, pediu a demissão do primeiro-ministro. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Assuntos Europeus e o ministro da Educação anunciaram hoje a demissão, aumentando para seis o número de membros do governo a apresentarem o afastamento do executivo composto por 16 ministros.

Recentemente, o ministro da Saúde também apresentou a demissão.

O afastamento do primeiro-ministro, Igor Matovic, é exigido pelos parceiros da coligação no poder, formada por quatro partidos que o acusam de não saber gerir os efeitos da pandemia de SARS-CoV-2.

A crise política que afeta a Eslováquia, país da Zona Euro com 5,4 milhões de habitantes, acontece numa altura em que se verifica um aumento drástico do número de mortos.

A Eslováquia é o terceiro país do mundo com mais óbitos provocados pelo covid-19 tendo em conta o número de habitantes, de acordo com a contagem elaborada pela France-Presse.

“É fundamental que o primeiro-ministro, Igor Matovic, se demita para permitir um acordo entre os parceiros de coligação sobre a reconstrução do Executivo”, disse terça-feira a chefe de Estado.

Matovic indicou no domingo que estava prestes a demitir-se para “salvar” o Governo de coligação dirigido pelo partido que lidera – OLaNO, mas afirmou que pretende um cargo ministerial, uma imposição que foi rejeitada pelos outros partidos no Governo.

As sondagens de opinião publicadas no domingo mostram que 80% dos eslovacos querem a demissão de Matovic.

Eduard Herger, membro do OLaNO e atual ministro das Finanças e ministro da Saúde interino, é apontado como potencial candidato a substituir Matovic no cargo de chefe do Governo.

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