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Governo e petrolífera anunciam mais segurança para reinício de obras

 

As ações “dão confiança e vão permitir uma retoma gradual da mão-de-obra e das atividades de construção da fábrica de gás natural liquefeito (GNL), bem como dos programas de desenvolvimento comunitário realizados pelo projeto”, de acordo com um comunicado conjunto.

O anúncio surgiu depois de o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Max Tonela, ter adiantado à Lusa, na quinta-feira, o reinício para breve dos trabalhos, suspensos devido à proximidade de ataques de rebeldes armados no final de 2020.

No mesmo comunicado conjunto, o Governo “declarou a área do projeto Mozambique LNG [Liquefied Natural Gas, em inglês, ou GNL] como zona de operação especial de segurança e foi definido e implementado um roteiro com inúmeras medidas e ações que visam reforçar e restaurar a segurança no referido local”. 

O controlo da zona “continua a ser assegurado exclusivamente pelas forças de segurança pública, no âmbito do memorando de entendimento assinado entre o governo e a Total”, acrescentou.

No mesmo documento, o consórcio Mozambique LNG, responsável pela segurança do local de construção, afirmou que “não utiliza serviços de quaisquer prestadores privados armados”.

“O Projeto Mozambique LNG afirma que sempre cumpriu e que irá cumprir com todas as condições suspensivas, assim como todos os requisitos legais aplicáveis no âmbito do primeiro desembolso da dívida de financiamento do projeto, assinado no dia 15 de julho de 2020 com oito agências de crédito à exportação, 19 bancos comerciais e o Banco Africano de Desenvolvimento”, detalhou o consórcio.

O comunicado referiu ainda que o primeiro desembolso ocorrerá no início de abril.

A Total reafirmou também o compromisso de “entregar a primeira carga de GNL em 2024”.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

Algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo extremista Estado Islâmico entre junho de 2019 e novembro de 2020, mas a origem dos ataques continua sob debate.

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