Início Mundo Diplomacia europeia garante apoio ao Níger no combate ao terrorismo

Diplomacia europeia garante apoio ao Níger no combate ao terrorismo

 

“Ao executarem estes ataques contra civis indefesos, os terroristas estão a reforçar a nossa determinação em confrontá-los”, disse o Alto-Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, numa declaração.

A intensificação dos ataques no oeste do país, que mataram mais de 200 pessoas em seis dias, é o maior desafio para o novo chefe de Estado do Níger, Mohamed Bazoum, sucessor de Mahamadou Issoufou, confirmado no domingo como vencedor das eleições presidenciais.

“O povo nigerino não se deixou intimidar” pelos ataques das últimas semanas, e “concluiu um processo democrático histórico, que constitui um passo decisivo para a consolidação da democracia no país”, saudou Borrell.

“Podem [a população do Níger] contar com a União Europeia para continuar a lutar com eles e trazer-lhes segurança e estabilidade ao país”, assegurou.

A União Europeia e os cinco membros do grupo de países “G5 Sahel” – Mauritânia, Mali, Burkina, Níger e Chade – lançaram formalmente uma coligação em abril de 2020, anunciada numa cimeira em Pau (França) três meses antes, para ajudar estes países militar, civil (polícia e justiça) e economicamente, através de ajuda ao desenvolvimento.

Na sequência dos massacres em 15 de março, o exército nigerino enviou reforços para a região de Tillabéri, situada na chamada zona das três fronteiras entre o Níger, Mali e Burkina Faso, flagelada regularmente pela intervenção de grupos ‘jihadistas’ afiliados à Al-Qaida ou ao Estado Islâmico (EI).

Um contingente de 1.200 soldados do exército chadiano foi também destacado no âmbito do G5 Sahel, empenhado na luta anti-‘jihadista’ desde 2017.

Tal como os vizinhos Mali e Burkina Faso, igualmente afetados pelos grupos ‘jihadistas’, o Níger também beneficia do apoio da operação francesa anti-‘jihadista’ Barkhane, que tem 5.100 homens destacados no Sahel.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, excluiu em fevereiro a redução do número de tropas francesas no Sahel “no futuro imediato”, ao mesmo tempo que esboçou uma estratégia de saída, que passa pela “sahelização” do combate ao ‘jihadismo’ na região, ou seja, pela passagem dessa responsabilidade aos exércitos nacionais, e na “internacionalização” do esforço de acompanhamento em combate daquelas forças subequipadas e com formação deficiente.

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