Início Mundo Bangladesh: 14 condenados à morte por tentarem matar o primeiro-ministro

Bangladesh: 14 condenados à morte por tentarem matar o primeiro-ministro

“Os condenados foram acusados de cometer o crime de sedição e conspirar para derrubar um Governo legal, criar anarquia na sociedade e causar pânico com bombas”, disse à agência de notícias EFE o procurador especial encarregado do caso, Abu Abdullah Bhuiyan.

O tribunal de julgamento de Daca proferiu a sua sentença na presença de apenas nove dos condenados, uma vez que os restantes cincos continuam desaparecidos.

O incidente ocorreu em julho de 2000, quando a polícia do Bangladesh recuperou 76 quilos de explosivos perto da casa da família de Hasina, em Kotalipara, no sul do país, onde a primeira-ministra deveria fazer um discurso dois dias depois.

Hasina estava a cumprir, então, o seu primeiro mandato como primeira-ministra.

A polícia apresentou as provas em novembro de 2001 contra 17 pessoas acusadas de pertencer ao HuJI, embora duas tenham sido absolvidas por ordem das autoridades.

Um terceiro, o líder da organização islâmica Mufti Abdul Hannan, foi executado em 2017 por um ataque de granada em 2004 contra o então embaixador britânico em Daca, Anuar Choudhury.

Alguns dos condenados hoje à morte já estavam condenados a pena igual em outro julgamento ocorrido em 2017 pelo mesmo incidente, desta vez sob a acusação de tentativa de homicídio da primeira-ministra.

Na ocasião, dez membros do HuJI foram condenados à forca.

Em outubro de 2018, um tribunal de Bangladesh condenou 19 pessoas à morte e 19 outras à prisão perpétua, incluindo o filho da líder da oposição presa e ex-primeira-ministra Khaleda Zía pelo seu papel num ataque de granada de 2004 a um comício do atual partido no poder, a Liga Awami.

Em fevereiro passado, outro tribunal condenou 50 líderes da oposição e ativistas políticos a penas de até 10 anos de prisão por atacarem em 2002 o comboio em que viajava a atual primeira-ministra Sheikh Hasina, que voltou ao poder em 2009 e cumpre no seu terceiro mandato.

O BNP e a Liga Awami, partidos herdeiros de figuras centrais na guerra pela independência, alternaram-se no poder no Bangladesh polarizado nos últimos 25 anos, com exceção de um breve período de regime militar.

Leia Também: Aumenta para 15 mortos o balanço do fogo no campo rohingya no Bangladesh