Início Notícias Ibrahimovic não contém lágrimas no regresso à seleção sueca

Ibrahimovic não contém lágrimas no regresso à seleção sueca

O avançado do AC Milan Zlatan Ibrahimovic não conteve as lágrimas quando foi questionado acerca da reação da família quando soube do seu regresso à seleção sueca de futebol, quase cinco anos depois de ter renunciado à mesma.

“Não é uma boa pergunta. Estava com Vincent [um dos filhos] e ele começou a chorar quando o deixei. Mas está tudo bem…” disse Ibrahimovic, que teve de fazer uma pausa para enxugar algumas lágrimas, durante a conferência de imprensa que marcou o seu regresso à seleção da Suécia.

O avançado do AC Milan, de 39 anos, é a grande novidade da lista de convocados da Suécia para os dois primeiros jogos da fase de apuramento para Mundial2022, no Qatar, frente à Geórgia e ao Kosovo, além de um jogo particular perante a Estónia.

“Quando perguntei, foram todos a favor. Quando se trata de jogar pelo teu país, ninguém é contra”, disse Ibrahimovic sobre a reação das pessoas que lhe são mais próximas perante a possibilidade de voltar a envergar a camisola da Suécia.

‘Ibra’ retirou-se da seleção sueca após o Euro2016, mas deu a entender, no outono de 2020, que queria voltar, o que ‘abriu as portas’ a um encontro com o selecionador sueco, Jan ‘Janne’ Andersson, a quem havia criticado, várias vezes, no passado por não incluir jogadores de origem estrangeira.

“Estou aqui porque mereço, por causa do meu rendimento no AC Milan, o que fiz antes não importa nada. Estou aqui com orgulho, para ajudar e não para exigir nada. Se tivesse dito não, iria arrepender-me. O mais importante é continuar a fazer o que amo durante o máximo de tempo que for possível”, disse ‘Ibra’, que é o maior goleador de todos os tempos da seleção sueca, com 62 golos em 116 jogos.

A Suécia integra o grupo E do Euro2020, que se disputa entre 11 de junho a 11 de julho de 2021, juntamente com as seleções de Espanha, da Polónia e da Eslováquia.

Ibrahimovic disputou duas fases finais de Mundiais pela Suécia, em 2002, na Coreia do Sul e Japão, e em 2006, na Alemanha, e nunca marcou um golo, lacuna que quer agora preencher no Europeu do próximo Verão ou mesmo no Mundial2022, no Qatar, que se disputará em novembro e dezembro desse ano, possibilidade que não exclui apesar de, nessa altura, ter 41 anos.