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Ministro considera Brasil "a maior fronteira de investimentos do mundo"

 

De acordo com o ministro, essa recuperação será possível através da vacinação em massa contra a covid-19, crescimento sustentável e implementação de uma agenda de reformas.

“O Brasil é uma grande sociedade aberta em construção. Estamos tentando avançar na melhoria das instituições”, disse Guedes durante a sua participação num encontro virtual com a imprensa espanhola.

Segundo o ministro brasileiro, em duas ou três semanas o país sul-americano retomará algumas das reformas económicas que haviam sido paralisadas pela pandemia do novo coronavírus. Entre elas, a reforma administrativa e tributária, um novo marco do setor elétrico, um projeto para declarar a plena independência do Banco Central e outros que visam permitir a abertura do processo de privatização de dezenas de estatais.

Um dos casos é a empresa Eletrobras, considerada a maior do setor elétrico em toda a América Latina e que desde 2016 aguarda a aprovação do parlamento para ser privatizada.

Mas, antes que os processos avancem, Guedes destacou a necessidade de acelerar a vacinação contra a covid-19 no momento em que o país atravessa o momento mais crítico desde que a doença chegou a território brasileiro, em fevereiro do ano passado, enfrentando um colapso hospitalar na maioria das grandes cidades.

O país sul-americano superou as 285 mil mortes e 11,7 milhões de infeções, mas todos os especialistas em saúde alertam que nas próximas semanas é esperado um forte aumento da curva pandémica, entre outros fatores devido à alta incidência de nova estirpe detetada no Amazonas e que já se espalhou por todo o país.

Até ao momento, apenas 5% de uma população de 212 milhões de habitantes está vacinada, “muito pouco”, considerou o ministro, que lembrou que o objetivo inicial das autoridades sanitárias brasileiras é ter 500 milhões de doses de imunizantes até ao final do ano.

“Mas poderá ser tarde, por isso estamos tentando acelerar o processo e conversando com os laboratórios”, frisou.

Guedes destacou a reforma da segurança social realizada no primeiro ano de Governo Jair Bolsonaro, que ajudou na gestão da pandemia.

O governante destacou ainda os 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) destinados “a salvar vidas e garantir empregos”, além dos 4% para rendimentos básicos de sobrevivência com a qual, segundo o ministro, “foi alcançada a maior redução da miséria em 30 anos”.

Outro dado que Guedes destacou foi a criação de 140 mil postos de trabalho formais (com contrato) durante a pandemia e a manutenção de 11 milhões de empregos nesse momento crítico, devido a acordos firmados com o setor privado.

Estima-se que a economia brasileira tenha caído 4,5% em 2020 em função da pandemia, “apenas abaixo da China, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul”, disse o ministro, que garantiu que a atividade económica “está a voltar aos níveis anteriores”.

Guedes incentivou os investimentos no Brasil e apontou como principais setores o energético (gás natural e petróleo), cabotagem, turismo, economia verde digital, entre outros.

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