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Fim da ‘era’ Trump provocou queda nas audiências da CNN

 

De acordo com informações disponibilizadas pela Nielsen Media Research, entre 4 de novembro de 2020 e 20 de janeiro deste ano — dia da investidura do democrata Joe Biden — a CNN tinha uma média de 2,5 milhões de espetadores durante o horário nobre.

Contudo, este número caiu para 1,6 milhões de espetadores até 15 de março.

A quebra de audiências é ainda maior comparando com os 3,1 milhões de espetadores que acompanharam a CNN desde o final de dezembro até 20 de janeiro, altura em que a polarização no país cresceu com a insistência de Trump e dos apoiantes do republicano na tese infundada de fraude eleitoral perpetrada pelos democratas.

O ponto alto das audiências da CNN ocorreu em 06 de janeiro, dia da invasão ao Capitólio por apoiantes de Trump que tentavam impedir a confirmação do Congresso da vitória de Biden.

Estas informações podem ser interpretadas com um indicador da polarização e da aversão das fações liberais e predominantemente democratas em relação a Trump, que moldaram o panorama da comunicação social norte-americana e, em particular, das estações de televisão.

No panorama da comunicação social nos Estados Unidos, a CNN está enquadrada na “liberal media”, ou seja, que assumiu uma postura de contestação do conservadorismo norte-americano e, por arrasto, das posições do Partido Republicano.

Desde o início do mandato de Trump, em 2017, que a CNN se tornou um dos principais veículos de contestação das políticas do antigo Presidente, uma divergência da imparcialidade que rege o jornalismo em prol de análises parciais e opiniões.

O mesmo aconteceu com outros órgãos de comunicação social que apoiaram Trump, como, por exemplo, a Fox News ou até a One America News Network (OANN).

A Fox News tornou-se a estação predileta dos conservadores nos últimos quatro anos, mas o episódio do Capitólio levou a um êxodo dos espetadores – já que a Fox News também condenou as declarações de Trump que motivaram a tentativa de insurreição – para estações de televisão ultraconservadores, como, por exemplo, a Newsmax.

A OANN, com vínculo ao Kremlin e acusada de ser uma fonte de propagação de desinformação, também prosperou com a polarização dos media nos Estados Unidos.

 

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