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Erdogan defende Putin face à acusação de "assassino" feitas por Biden

“As declarações de Biden dirigidas a Putin não são compatíveis à de um chefe de Estado. São declaração que não são aceitáveis”, declarou o Presidente turco a jornalistas em Istambul.

Em contrapartida, “Putin respondeu com muita inteligência e com classe”, congratulou-se o Presidente turco, que não esconde a sua admiração pelo seu “amigo” do Kremlin, de quem se aproximou de forma consistente desde 2016.

O Presidente dos Estados Unidos agravou na quarta-feira as tensas relações com a Rússia, ao responder afirmativamente a um jornalista que lhe perguntou se considerava Putin um “assassino”.

O dirigente russo devolveu-lhe a insinuação na quinta-feira, ao referir que quando era criança e brincava no recreio se respondiam a insultos com a frase “quem o diz é quem o é”, e desejar ainda “uma boa saúde, e sem ironia”, ao Presidente norte-americano.

Na ocasião, Putin Presidente da Rússia, propôs a Biden uma discussão “aberta e direta” e difundida “em direto” para hoje ou segunda-feira, que seria “interessante para o povo russo, para o povo americano e para muitos outros países”, e considerando que os dois países, enquanto “as maiores potências nucleares”, têm “uma responsabilidade especial para [garantir] a segurança estratégica no planeta”.

Apesar dos interesses divergentes sobre numerosos ‘dossiers’ e episódios de tensão, Erdogan e Putin reforçaram a sua cooperação a partir de 2016, e encontram-se ou trocam pontos de vista com regularidade.

Nu sinal desta reaproximação, Ancara comprou mísseis russos S-400, uma decisão muito criticada pelos seus aliados da NATO.

Em paralelo, o chefe de Estado turco protagonizou um distanciamento com os países ocidentais, que o acusam de deriva autoritária. Erdogan ainda não conversou com Biden desde a chegada do Presidente dos EUA à Casa Branca em janeiro.

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