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Califórnia pioneira na criação em liceus de currículo de Estudos Étnicos

 

O documento de 900 páginas foi apresentado na quinta-feira perante o Conselho de Educação do Estado, cuja presidente,  Linda Darling-Hammond, defendeu que “para acabar com o racismo, é necessário entender a sua história”.

“Todos os dias somos recordados de que o racismo é não apenas uma herança do passado, mas um perigo claro e atual”, disse Darling-Hammond, que foi membro da equipa de transição do presidente Joe Biden para a Educação.

A discussão do documento surge numa altura em que os Estados Unidos se debatem com o fenómeno da violência policial contra afro-americanos, e mais recentemente com um aumento exponencial da violência contra asiático-americanos.

Segundo a associação Stop AAPI Hate, entre março e dezembro do ano passado foram denunciados ‘online’ mais de 2.800 atos racistas e discriminatórios contra a comunidade asiática nos Estados Unidos.

Elaborado ao longo dos últimos 3 anos, e objeto de mais de 100 mil comentários públicos, o currículo-padrão de Estudos Étnicos centra-se no histórico dos “povos historicamente marginalizados, frequentemente não relatados nos livros de História” norte-americana.

Foco de particular atenção são os afro-americanos, chicano/latinos, asiático-americanos e nativos americanos e habitantes das ilhas do Pacífico.

Também incluídos nos planos de aulas são judeus, árabes, sikhs, e arménios, comunidades com grande representatividade na Califórnia. 

Os planos de aulas incluídos no currículo-padrão não são de adoção obrigatória, devendo ser adotados – e adaptados – pelos liceus consoante as suas realidades específicas.  

Alguns dos planos de aulas sugerem uma discussão de incidentes de violência policial e o movimento “Black Lives Matter” (“Vidas de Negros Importam”), enquanto outros propõem entrevistas a coreanos ou afro-americanos que presenciaram os motins raciais de 1992 em Los Angeles.