Início Mundo Vaticano quer chegar às famílias em crise em Ano Família Amoris Laetitia

Vaticano quer chegar às famílias em crise em Ano Família Amoris Laetitia

 

A iniciativa, apresentada em conferência de imprensa, prevê a divulgação de vídeos mensais com testemunhos do Papa e de famílias de todo o mundo, onde será feita a exortação apostólica ‘Amoris Laetitia’ (A Alegria do Amor).

“É uma oportunidade para chegar às famílias, para fazer com que não se sintam sozinhas diante das dificuldades, para caminhar com elas”, disse na conferência de imprensa, citado pela agência Ecclesia, o prefeito do Dicastério para os Leigos, Família e Vida (Santa Sé), o cardeal Kevin Farrell.

Segundo o cardeal norte-americano, este é um convite da Igreja Católica às suas comunidades e a toda a sociedade para “acompanhar os casais e famílias em crise, apoiar os que ficaram sós, as famílias pobres e dilaceradas”.

“A pandemia teve consequências muito dolorosas para milhões de pessoas. Mas a própria família, apesar de ter sido duramente atingida em muitos aspetos, mais uma vez mostrou o seu rosto de ‘guardiã da vida’, como era São José”, reforçou o colaborador do Papa.

O Ano ‘Família Amoris Laetitia’ decorre até à celebração do X Encontro Mundial das Famílias, marcado para Roma, em 26 de junho de 2022, e pretende “difundir a mensagem cristã sobre a família à luz dos desafios do nosso tempo”.

“Aprofundar o texto da exortação apostólica e do magistério do Papa Francisco” foi outro dos objetivos mencionados na intervenção de Kevin Farrell, assim como “convidar as Conferências Episcopais, as dioceses e as paróquias, juntamente com os movimentos, associações e famílias, a dedicarem-se com vigor à pastoral da família”.

A exortação apostólica sobre a família, ‘Amoris Laetitia’, reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos, de 2014 e 2015, e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo, foi publicada em 08 de abril de 2016.

Nos mais de 300 pontos, distribuídos por nove capítulos, Francisco aborda assuntos como o fenómeno migratório, a “ideologia de género”, a cultura do “provisório”, a mentalidade “antinatalidade” ou o abuso de menores.