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Eleições nos Países Baixos deram "enorme voto de confiança", frisa Rutte

 

Divulgada imediatamente após o fecho das urnas nos Países Baixos, a sondagem da IPSOS para a televisão NOS deu ao partido de Rutte 35 dos 150 lugares na câmara baixa do parlamento.

Falando à imprensa no Parlamento holandês depois de conhecidas as projeções, Rutte assumiu a vitória.

“Observo que o resultado desta eleição é que os eleitores deram ao meu partido um enorme voto de confiança”, disse Rutte.

Rutte, de 54 anos, está no poder há mais de uma década, tendo liderado três coligações diferentes, e poderá tornar-se no chefe de governo holandês com maior longevidade, se consiguir negociar uma nova plataforma partidária.  

Caso se confirmem as sondagens, Rutte irá reforçar o peso do seu partido, que no anterior parlamento tinha 33 lugares.

Com 27 lugares, o partido D66 (centro-direita) deverá ser o segundo mais votado, enquanto o Partido para a Liberdade (extrema-direita), de Geert Wilders, deverá perder três lugares, ficando com 17. 

Apontado por Rutte antes das eleições como potencial parceiro de coligação, o D66, da ex-ministra do Comércio Exterior e da Cooperação para o Desenvolvimento, Sigrid Kaag, terá alcançado o melhor resultado da sua história.

Outro dos potenciais parceiros de Rutta, os democratas-cristãos do CDA, do ministro das Finanças Wopke Hoekstra, terá obtido 14 lugares.

Atualmente, existem 13 partidos com representação parlamentar, prevendo-se que possam entrar dois ou três novos, polarizando ainda mais o parlamento, numa eleição em que concorrem 37 formações de diferentes ideologias.

A esmagadora maioria dos eleitores inscritos apenas hoje pôde deslocar-se às assembleias de voto porque o escrutínio, que visa eleger o novo Parlamento de onde sairá o futuro executivo, começou há dois dias, então apenas reservado a doentes e idosos, no âmbito das medidas de prevenção de contágios por covid-19.

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