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Três mortos e 1.900 feridos na celebração persa da Festa do Fogo no Irão

 

O ponto alto do ritual da Pérsia pré-islâmica – a festa Tchaharchanbé Souri (Festa do Fogo) – é assinalado anualmente na última quarta-feira do ano, de acordo com o calendário iraniano, mas as celebrações começam um mês antes.

A tradição de saltar fogueiras é um ritual de purificação contra os maus espíritos acompanhado dos cânticos “eu dou-te a minha cor amarela” (doença) e “levo a tua cor vermelha” (vida). 

Nos últimos 20 anos, a festa começou a ser celebrada sobretudo pelos jovens, que usam engenhos de fogo de artifício na via pública, apesar das advertências das autoridades da República Islâmica.

A maioria dos clérigos xiitas considera as celebrações pagãs e não se mostra a favor do ritual.

“Três pessoas morreram durante os festejos, uma das quais na capital”, Teerão, disse à France-Presse Mojtaba Khalédi, porta-voz do Serviço Nacional de Socorro.

A nível nacional, a mesma fonte disse que 1.894 pessoas ficaram feridas, a maior parte homens.

Desde que as celebrações começaram, no passado dia 19 de fevereiro, morreram nove pessoas durante incidentes com petardos e artefactos artesanais de fogo de artifício.

Em 2020, as autoridades proibiram as celebrações da Festa do Fogo em Teerão e em várias províncias do país por causa da pandemia de covid-19.

Esta semana, devido à crise sanitária, a polícia interditou a formação de grupos de pessoas em Teerão na última noite. 

Mesmo assim, as imposições não impediram os festejos na capital, como constataram os repórteres da AFP.

“Neste momento em que todo o mundo está sob pressão ou inquieto por causa do coronavírus, participar na festa não é mau de todo. Na minha opinião é mesmo muito bom”, disse Charareh, uma mulher de 38 anos, que se encontrava junto a uma fogueira onde as pessoas dançavam ao som de música pop iraniana.

“Pessoalmente, eu estou aqui esta noite para me livrar da pressão e do stress”, confessou Chrarareh.

 

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