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Países Baixos: Cerca de metade dos holandeses já votou nas legislativas

 

A esmagadora maioria dos eleitores inscritos apenas hoje pôde deslocar-se às assembleias de voto porque o escrutínio, que visa eleger o novo Parlamento de onde sairá o futuro executivo, começou há dois dias, então apenas reservado a doentes e idosos, no âmbito das medidas de prevenção de contágios pela doença covid-19.

A meio do dia de votação, 49% já tinham votado e este valor inclui todos os que votaram na segunda e terça-feira, bem como os que exerceram o seu direito de voto por correio nas últimas semanas.

Nas eleições gerais de 2017, a afluência estimada à mesma hora era de 43%, mas a agência Ipsos reconheceu ser difícil comparar os dois valores porque este ano a votação iniciou-se há dois dias.

Além disso, cerca de 2,4 milhões de pessoas com mais de 70 anos tiveram a possibilidade de votar por correio há semanas para evitar acorrer às assembleias de voto, e a sua participação pode alcançar 19% do total, segundo a estimativa da Ipsos.

Os centros de votação abriram portas às 07:30 locais (06:30 em Lisboa) e vão receber os eleitores até às 21:00 locais (20:00 em Lisboa), altura em que também entra em vigor o recolher obrigatório, embora eleitores e funcionários das urnas estejam isentos desta restrição no caso de se encontrarem a caminho de casa.

Apena algumas das 9.200 assembleias de voto montadas enfrentaram problemas, designadamente o ocorrido na cidade de Haarlem, que abriu duas horas depois do previsto porque o presidente de uma das assembleias de voto não tinha a chave de abertura do local.

Ao início da tarde, a polícia teve que intervir numa assembleia de voto em Gelderland porque um eleitor queria entrar sem máscara, obrigatória em todos os espaços fechados de acesso público, e alegou ter isenção, mas o presidente da mesa e os agentes concluíram que não tinha um motivo válido.

“Tenho problemas cardíacos e não respiro bem com a máscara”, afirmou o eleitor, segundo o jornal Omroep Gelderland, mas o município manteve que o documento apresentado não era juridicamente válido.

Uma das questões mais preocupantes do dia é o voto por correspondência para os maiores de 70 anos.

O governo mudou na terça-feira a forma de contar esses votos porque ter verificado que uma grande percentagem de participantes não cumpria as regras desta opção e colocaram os boletins no envelope errado, o que faz com que o voto seja considerado nulo.

Atualmente, existem 13 partidos com representação parlamentar, mas podem entrar dois ou três novos, polarizando ainda mais o parlamento, numa eleição em que concorrem 37 formações de diferentes ideologias.

As sondagens sugerem que o Partido Liberal, do atual primeiro-ministro, Mark Rutte, será o vencedor com uma vantagem significativa, seguido pelo político de extrema-direita Geert Wilder, democratas-cristãos ou progressistas, na disputa pelo segundo lugar.

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